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Copa do Mundo

Messi vira combustível da Argentina

Jogadores afirmam que objetivo do grupo é prolongar a última Copa de Lionel Messi; capitão lidera reação contra o Egito e chega às quartas como artilheiro do Mundial
Por O Correio de Hoje
09/07/2026 | 12:39

A campanha da Argentina na Copa do Mundo de 2026 ganhou um componente que vai além da defesa do título conquistado no Catar. Depois da virada por 3 a 2 sobre o Egito nas oitavas de final, os jogadores da seleção deixaram claro que compartilham um objetivo adicional: prolongar ao máximo a trajetória de Lionel Messi em sua última participação no torneio. Aos 39 anos, o capitão já indicou que este será seu último Mundial e se tornou o principal símbolo da reação argentina na competição.

O sentimento foi resumido pelo volante Leandro Paredes após a classificação em Atlanta. O meio-campista afirmou que o elenco procura transformar cada partida em mais uma oportunidade para manter Messi em campo.

Messi Cazé TV Copia
Time quer que Messi não se aposente - Foto: Reprodução

“Dissemos muitas coisas para ele. Tratamos de abraçá-lo, para que sinta que vamos estar com ele até o final. Para nós, é uma vantagem tê-lo conosco. Nós também jogamos para que o último jogo dele não chegue nunca. Então, acho que mostramos a cara outra vez”, disse.

A declaração veio depois de uma das partidas mais dramáticas da campanha argentina. A equipe perdia por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo e esteve próxima da eliminação. Messi iniciou a reação ao dar a assistência para Cristian Romero diminuir a desvantagem. Poucos minutos depois, marcou o gol de empate, antes de Enzo Fernández completar a virada nos acréscimos e assegurar a vaga nas quartas de final.

O desempenho do camisa 10 reforça uma campanha histórica. Artilheiro da Copa com oito gols, Messi balançou as redes em todas as partidas disputadas pela Argentina até agora. Com o gol diante do Egito, chegou a 21 em Copas do Mundo, ampliando o recorde como maior goleador da história da competição.

O aspecto emocional também foi ressaltado por Rodrigo De Paul, um dos jogadores mais próximos de Messi tanto na seleção quanto no Inter Miami. Segundo o volante, a liderança exercida pelo capitão ultrapassa a influência técnica dentro das quatro linhas.

“Por tudo que ele transmite, além do que faz dentro do campo. Nos toca como capitão, nos toca muito forte no sentimental. Em como corre, como contagia, na personalidade, em tudo. Então, obviamente não queremos que termine nunca”, afirmou.

A mobilização do grupo ocorre em um momento decisivo da campanha argentina. Atual campeã mundial, a equipe comandada por Lionel Scaloni está a três partidas de conquistar um feito alcançado apenas duas vezes na história das Copas. Somente a Itália, campeã em 1934 e 1938, e o Brasil, vencedor em 1958 e 1962, conseguiram defender com sucesso o título mundial em edições consecutivas.

O próximo desafio será diante da Suíça, neste sábado 11, em Kansas City, pelas quartas de final. Apesar do favoritismo, a classificação sobre o Egito expôs dificuldades que não haviam aparecido na fase de grupos. A Argentina precisou reagir após estar dois gols atrás nos minutos finais e chega às quartas apoiada na capacidade de superar cenários adversos, característica apontada por Scaloni e pelos próprios jogadores como uma das marcas da equipe nesta edição da Copa.