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Política

‘Fátima resolveu problema da água no Oeste’, diz Isolda

Deputada do PT atribui a Lula a execução da transposição do São Francisco, defende investimentos hídricos no estado e rebate críticas da oposição na Assembleia Legislativa
Por O Correio de Hoje
08/07/2026 | 13:33

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) afirmou que a governadora Fátima Bezerra (PT) “resolveu” o problema de abastecimento de água no Alto e Médio Oeste do Rio Grande do Norte. Em pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta terça-feira 7, a deputada fez uma defesa enfática das obras hídricas executadas sob governos petistas e rebateu críticas da oposição às recentes entregas realizadas na região.

No discurso, Isolda aproveitou para atribuir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o protagonismo na transposição do Rio São Francisco e desafiou adversários a apresentar uma obra iniciada e concluída pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Estado.

Isolda foto João Gilberto
Deputada estadual Isolda Dantas (PT) - Foto: João Gilberto / ALRN

A manifestação ocorreu durante um embate entre deputados governistas e oposicionistas sobre a chegada das águas do São Francisco ao Rio Grande do Norte e os investimentos em infraestrutura hídrica. Isolda reagiu às críticas dirigidas à agenda cumprida por Lula e Fátima na quinta-feira 2 no Oeste — que incluiu a inauguração do Túnel Major Sales, no município de Luís Gomes — e contestou a tentativa de reduzir uma das entregas a uma simples torneira ou “pena d’água”.

Segundo a deputada, o ponto inaugurado — criticado pelo deputado José Dias (PL) — integra uma estrutura mais ampla, relacionada ao sistema que leva água da Barragem de Santa Cruz, em Apodi, para outras áreas do Oeste potiguar.

Ao defender a gestão estadual, Isolda destacou a Adutora Apodi-Mossoró e afirmou que a estrutura já funciona com metade de sua capacidade. Segundo ela, a obra estabelece uma conexão entre a água armazenada na Barragem de Santa Cruz e a região de Mossoró, historicamente dependente de poços para parte relevante do abastecimento.

“Fátima resolveu o problema de água ali do Alto e Médio Oeste”, afirmou.

A deputada sustentou que a dimensão da obra não pode ser medida apenas pelo ponto físico onde a água aparece durante uma cerimônia. Em sua argumentação, a estrutura integra um sistema hídrico mais amplo e deve ser avaliada pelo alcance regional e pela capacidade de distribuir água armazenada em Apodi.

Isolda também destacou a importância da iniciativa para Mossoró e municípios do entorno, apresentando o investimento como parte de uma política de ampliação da segurança hídrica no interior.

A defesa de Fátima foi acompanhada por uma manifestação igualmente enfática em favor de Lula. Isolda afirmou que o debate sobre a transposição do São Francisco exige a recuperação do histórico da obra e atribuiu ao presidente petista a responsabilidade política por sua execução.

“Quem começou e quem terminou a transposição do Rio São Francisco, queiram os opositores ou não, gostem de Lula ou não, foi Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou.

Segundo a parlamentar, após a cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), houve redução dos recursos destinados ao empreendimento. Isolda afirmou que o orçamento da transposição foi diminuído ou zerado em períodos posteriores e sustentou que os governos petistas foram responsáveis por impulsionar a obra. A deputada também relacionou a retomada dos investimentos hídricos à atual gestão federal e à articulação do Governo do Estado.

No discurso, Isolda relembrou ainda uma visita de Jair Bolsonaro ao Rio Grande do Norte para anunciar a chegada das águas do São Francisco ao Seridó. Segundo a deputada, a água não chegou à região naquele momento. O episódio foi utilizado para rebater críticas da oposição e questionar o legado do ex-presidente no Estado.

“Se vocês não têm obra para mostrar do ex-presidente de vocês, a culpa não é nossa”, afirmou Isolda.

Em seguida, lançou um desafio aos adversários para que apresentassem uma realização federal iniciada e concluída por Bolsonaro em território potiguar.

“Uma obra que o ex-presidente Bolsonaro começou e terminou. Uma. Não tem”, declarou.

Isolda também defendeu o papel de Fátima na articulação política de obras hídricas. A parlamentar afirmou que a governadora manteve como prioridade a chegada das águas do São Francisco ao RN e a ampliação da rede de distribuição no interior. Para ela, a agenda hídrica demonstra uma combinação entre investimentos federais e atuação do Governo do Estado para enfrentar problemas históricos de abastecimento.

No mesmo debate, deputados governistas destacaram o Ramal do Apodi, empreendimento ligado ao Projeto de Integração do Rio São Francisco e considerado estratégico para levar água ao Oeste potiguar. Isolda associou o avanço dessas estruturas à retomada de investimentos pelo governo Lula e sustentou que a atual gestão federal recolocou no orçamento projetos que haviam perdido prioridade.

Em outro momento, Isolda reagiu a uma crítica de que Fátima teria quitado folhas salariais atrasadas com recursos do governo Bolsonaro. A deputada ironizou a declaração e fez referência à dívida atribuída à antiga gestão municipal de Natal com o cantor Beto Barbosa.

“Vai pagar Beto Barbosa, que é melhor do que estar dizendo que a governadora pagou as folhas com recurso de Bolsonaro”, afirmou.