O prefeito de Assú, Dr. Lula Soares (Republicanos), afirmou que o São João de Assú reuniu 413 mil pessoas durante os 12 dias de programação deste ano e defendeu que a festa se consolidou como um dos principais eventos populares do Rio Grande do Norte. A edição de 2026 marcou os 300 anos da celebração dedicada a São João Batista e superou o público registrado no ano anterior, quando cerca de 300 mil pessoas passaram pelo Polo Buraco do Prefeito.
Lula Soares disse que o resultado foi fruto de planejamento, ampliação da programação, mudanças na organização da praça, reforço na segurança e atenção ao impacto econômico do evento. Segundo o prefeito, a festa precisa combinar tradição religiosa, programação social, geração de renda e responsabilidade com os serviços públicos.

“Foi muito planejamento”, afirmou. O prefeito disse que a gestão decidiu ampliar a quantidade de dias após ouvir o setor hoteleiro, que apontou risco de perda de movimento no primeiro fim de semana caso a programação começasse apenas depois do dia 14. A Prefeitura antecipou o início da festa para contemplar pousadas, comércio, ambulantes e trabalhadores que dependem do período junino para aumentar a renda.
Lula afirmou que o São João de Assú é movido pela história do município e pela tradição da freguesia de São João Batista. Para ele, a atual geração tem a responsabilidade de preservar a festa e prepará-la para os próximos anos.
“Somos a geração que tem a obrigação de receber esses 300 anos, sabendo que outras gerações contribuíram muito para essa festa”, declarou.
O prefeito também destacou o recorde de público em uma única noite. Segundo ele, o maior público ocorreu no show da banda Seu Desejo, que reuniu 85 mil pessoas. O recorde anterior havia sido registrado na apresentação de Luan Santana, com 70 mil pessoas.
A organização da praça foi apontada por Lula como um dos diferenciais da edição. Ele disse que o novo layout melhorou a circulação do público, aumentou o conforto e permitiu receber grandes multidões sem repetir problemas de anos anteriores, quando havia dificuldade para andar, chegar aos banheiros e se deslocar pela área dos shows.
Segundo o prefeito, o São João de Assú passou a enfrentar uma concorrência maior com outras festas juninas do Estado, como as de Mossoró e Natal. Para ele, a cidade precisa competir não apenas pela grade de atrações, mas também por conforto, segurança, acolhimento e identidade cultural.
“O São João de Assú tem uma característica importante, é o São João mais democrático. É um São João que ninguém fica impedido de entrar, é um São João que ninguém paga para entrar”, afirmou.
Na segurança, Lula classificou a festa como “o São João mais seguro do Nordeste”. Ele citou o trabalho integrado com Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e equipes municipais. Também destacou o uso de reconhecimento facial, adotado a partir de sugestão da Polícia Militar, como uma inovação que, segundo ele, virou diferencial do evento e passou a ser observada por outras festas.
O prefeito disse que os números da saúde também demonstram o nível de organização. Segundo ele, houve apenas uma sutura registrada durante a programação e o caso não teve relação com garrafa. A estrutura de atendimento contou com dois polos de saúde e, de acordo com Lula, chegou a incluir eletrocardiograma para diferenciar situações como crise de ansiedade e possível infarto.
Lula defendeu que o investimento público no São João se justifica pelo retorno econômico. Ele citou impacto sobre hotéis, pousadas, ambulantes, bares, restaurantes, comércio de roupas, bebidas e alimentação.
“O motivo do poder público poder investir esse recurso é justamente esse retorno financeiro para quem gera emprego e renda”, afirmou.
Apesar da defesa da festa, o prefeito disse que a gestão mantém limite de responsabilidade para a contratação de bandas. Lula afirmou que não aceita pagar por um show valor equivalente ao custo mensal da UPA de Assú, que, segundo ele, recebe investimento entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão por mês.
“Uma banda que o custo dela é o custo de um mês de UPA. Não existe isso”, disse. “Tem o teto do TCE e tem o teto da gestão. O teto da responsabilidade. O teto do cuidado.”
O prefeito afirmou que a festa deve ser “o melhor possível”, mas sem comprometer obrigações nas áreas de saúde, assistência e educação. Ele lembrou que Assú funciona como porta de entrada para atendimento de saúde no Vale do Açu e na região Central, com alcance estimado de cerca de 300 mil pessoas.