BUSCAR
BUSCAR
Caso Master

Cláudio Castro é alvo da PF em operação sobre aportes do Rioprevidência no Master

Ex-governador do Rio é alvo de buscas em investigação sobre aplicações de cerca de R$ 3 bilhões em fundos ligados ao banco
26/05/2026 | 10:56

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira 26, uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro para investigar aplicações bilionárias de recursos do Rioprevidência em fundos vinculados ao Banco Master.

A ação faz parte da oitava fase da Operação Compliance Zero e apura investimentos de aproximadamente R$ 2,01 bilhões feitos a partir de julho de 2024 em fundos ligados à instituição financeira. Somados a outros R$ 970 milhões aplicados anteriormente em letras financeiras emitidas pelo banco, o total investigado chega a cerca de R$ 3 bilhões.

trbr6416 0
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes cumprem 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Um dos alvos é a residência de Cláudio Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Segundo as investigações, o Rioprevidência realizou aplicações em ativos ligados ao Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar créditos considerados de alto risco.

A PF investiga possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, fraude contra investidores, associação criminosa e corrupção passiva.

Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que Cláudio Castro é alvo de buscas da Polícia Federal. No último dia 15, durante a Operação Sem Refino, agentes apreenderam celular e tablet do ex-governador em investigação sobre supostas ligações da gestão estadual com o Grupo Refit.

Cláudio Castro deixou o governo do Rio em março deste ano para disputar uma vaga no Senado, mas acabou declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Até o momento, a defesa do ex-governador não se manifestou sobre a nova operação.