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Clima

Chuvas favorecem surgimento de caramujos

Espécie invasora pode transmitir doenças, causar danos ambientais e exige manejo adequado para controle da infestação
Por O Correio de Hoje
26/05/2026 | 12:41

Com o clima quente e úmido e o aumento das chuvas, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) reforçou o alerta para o surgimento do Achatina fulica, conhecido popularmente como caramujo gigante africano. O molusco costuma aparecer com maior frequência durante a noite ou após períodos chuvosos e pode causar danos ambientais, agrícolas e riscos à saúde humana.

A espécie é considerada exótica e invasora no Brasil. Segundo a UVZ, o caramujo foi importado ilegalmente para o país na década de 1980 como alternativa ao escargot. Sem predadores naturais e com alta capacidade de reprodução, o molusco se espalhou rapidamente, tornando necessário o controle constante da infestação.

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Caramujo africano contamina frutas e verduras; espécie aumenta durante chuvas em Natal - Foto: José Aldenir

O caramujo gigante africano possui concha marrom com listras claras, formato alongado e bordas cortantes, podendo atingir até 12 centímetros. A espécie costuma aparecer em grande quantidade e é hospedeira em potencial da angiostrongilíase, doença causada por vermes cujas larvas podem estar presentes no animal.

A infecção pode ocorrer pela ingestão direta das larvas ou pelo consumo de frutas, verduras e legumes contaminados pelo muco liberado pelo caramujo durante sua locomoção. Por isso, a orientação é higienizar os alimentos em solução com água e água sanitária por um período de 15 a 30 minutos antes do consumo.

A UVZ também alerta para a importância de diferenciar o caramujo africano de espécies nativas brasileiras, como os Megalobulimus. Embora também sejam grandes e apresentem concha marrom, os caramujos nativos possuem coloração mais clara, concha mais larga e arredondada, além de abertura grossa e não cortante. Diferentemente da espécie invasora, eles são inofensivos e contribuem para o equilíbrio do ecossistema.

Em casos de infestação, a população pode acionar a UVZ pelo WhatsApp, no número (84) 3232-8235, ou pelo aplicativo Natal Digital. As equipes realizam visitas para identificar se o molusco é africano ou nativo e orientar sobre o manejo adequado.

A Unidade de Vigilância de Zoonoses recomenda que os procedimentos de coleta e eliminação sejam repetidos até o fim da infestação, devido à rápida reprodução da espécie. O manejo correto inclui identificar o caramujo invasor, realizar a coleta utilizando luvas ou sacos plásticos para proteger as mãos, armazenar os animais em sacos plásticos e esmagá-los dentro da embalagem.

Após o procedimento, a orientação é colocar cal, água sanitária ou solução de sal dentro do saco, amarrá-lo e descartá-lo no horário da coleta de lixo. A UVZ destaca ainda que as conchas devem ser destruídas para evitar acúmulo de água parada e impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Como eliminar o caramujo com segurança

Diferencie os caramujos africanos das espécies nativas;
Use luvas ou sacos plásticos para proteger as mãos durante a coleta;
Coloque os caramujos em sacos plásticos resistentes;
Esmague os moluscos ainda dentro do saco;
Adicione cal, água sanitária ou solução de sal ao material coletado;
Feche bem o saco e descarte no horário da coleta de lixo;
Destrua as conchas para evitar acúmulo de água e criadouros do Aedes aegypti.

Cuidados importantes
Evite contato direto com o muco do caramujo;
Higienize frutas, verduras e legumes em solução com água e água sanitária por 15 a 30 minutos antes do consumo;
Em casos de infestação, acione a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ).
Contato da UVZ: WhatsApp: (84) 3232-8235 Aplicativo: Natal Digital