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Política

Zema mantém série contra STF e prepara novo vídeo após reação de Gilmar

Série de vídeos criada por inteligência artificial satiriza ministros do STF e integra estratégia de pré-campanha do ex-governador mineiro
Por O Correio de Hoje
11/05/2026 | 15:21

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República, pretende divulgar nesta segunda-feira 11 um novo episódio da série de vídeos “Os Intocáveis”, produção publicada em suas redes sociais que satiriza ministros do Supremo Tribunal Federal com personagens criados por inteligência artificial.

O material será o sexto capítulo da série, que ganhou repercussão após provocar reação do ministro Gilmar Mendes. O quinto episódio foi divulgado no fim do mês passado.

Romeu Zema foto Rafaella Ribeiro CMBH
Romeu Zema pretende divulgar novo episódio da série “Os Intocáveis”, alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal Foto: Rafaella Ribeiro/CMBH

Gilmar pediu ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news, em razão do primeiro vídeo da série. Na produção, um personagem inspirado no decano do STF conversa com outro boneco que representa o ministro Dias Toffoli sobre o caso envolvendo o Banco Master.

Na notícia-crime encaminhada ao Supremo, Gilmar afirmou que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal como também da minha própria pessoa”.

Nos bastidores da pré-campanha, aliados avaliam que o confronto com o ministro reforça a imagem de Zema como um candidato de perfil antissistema, discurso que o ex-governador busca consolidar no campo da direita.

A estratégia é posicioná-lo como um dos principais críticos do STF, em um espaço político também disputado por nomes como o senador Flávio Bolsonaro e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Segundo integrantes da campanha, a intenção é manter a divulgação de vídeos e críticas direcionadas a decisões e atitudes de ministros da Corte. A avaliação é que uma eventual inclusão de Zema no inquérito das fake news reforçaria o argumento de que o Judiciário extrapolou seu papel institucional e passou a atuar politicamente.