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Crime
Veja quem é Mark Chapman, o assassino do ex-Beatle John Lennon
Preso, Mark Chapman foi julgado e condenado à prisão perpétua. Ele jamais negou ter cometido o crime, mas afirmou que seu ato foi pensado ao “ouvir vozes” e que estava procurando “glória” e “notoriedade”
Estadão
07/12/2020 | 18:20

John Lennon tinha 40 anos quando foi assassinado por Mark David Chapman no dia 8 de dezembro de 1980, no momento em que chegava, junto com sua mulher, Yoko Ono, ao Edifício Dakota, onde morava em Nova York. Era por volta de 22h, quando seu algoz atirou quatro vezes contra o ex-Beatle, que morreria por volta das 23h.

Antes desse momento fatal, Lennon e Yoko haviam saído para uma sessão de gravações no Record Plant Studios e cruzaram com Chapman pela primeira vez. Nesse momento, o rapaz, que viria a acabar com a vida do músico, pediu para que o Lennon autografasse o disco Double Fantasy, que ele trazia consigo. “Ele foi realmente gentil comigo naquele dia”, declarou Chapman em depoimentos.

Preso, Mark Chapman foi julgado e condenado à prisão perpétua. Ele jamais negou ter cometido o crime, mas afirmou que seu ato foi pensado ao “ouvir vozes” e que estava procurando “glória” e “notoriedade” e que por isso merecia a penal capital. Periodicamente, Chapman tenta conseguir liberdade condicional, o que vem sendo sistematicamente negado. Ele se diz arrependido de seu ato, afirmando que suas ações foram “assustadoras” e “desprezíveis.

Filho de um militar e de uma enfermeira, Mark David Chapman nasceu em 10 de maio de 1955, em Fort Worth. Na infância, sofreu abusos sexuais e psicológicos, o que o levaria a tentar se matar na juventude. Em 1971, a vida do adolescente Chapman ganhou nova perspectiva ao descobrir a religião, passando a trabalhar em movimentos de ajuda a refugiados, não apenas nos EUA como também no Líbano. Com problemas de relacionamento, teve depressão clínica, que viria a se acentuar com a notícia de que seus pais estavam se separando.

Quando decidiu cometer o crime, comprou uma arma cerca de três meses antes e, segundo revelou, utilizou uma munição especial, que garantiria que o seu alvo, no caso o ex-Beatle, morresse sem sofrimentos. “Carreguei essas balas para ter certeza de que ele fosse morto”.

Na época, um Chapman estava casado e deixou a sua mulher no Havai, dizendo que precisava “um tempo para se encontrar”, e partiu para realizar seu objetivo, em Nova Iorque. Segundo o criminoso, sua intenção era matar, mesmo que não fosse John Lennon.

Chapman revelou que matou Lennon por estar com raiva dele e suas ambiguidades, principalmente após o lançamento de Imagine. Para ele, Lennon disse “para imaginarmos que não existem posses e lá estava ele, com milhões de dólares, iates, fazendas e mansões, rindo de pessoas como eu, que acreditaram em suas mentiras”.

Para se ter ideia do desequilíbrio de Chapman, naquele instante em que matou Lennon, ele carregava o livro O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger. Em depoimento, contou que se identificava com o “isolamento” e a “solidão” do personagem principal, o adolescente Holden Caulfield.

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