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1 ano

Um ano após receber 61 socos, Juliana fala em “renascimento” nas redes sociais

Vítima de uma agressão que chocou o país, Juliana Soares afirmou que o último ano foi marcado por resistência, superação e reconstrução
Redação
27/07/2026 | 14:51

Um ano após ser vítima de uma das agressões mais violentas já registradas por câmeras de segurança no Rio Grande do Norte, Juliana Soares voltou a se pronunciar publicamente sobre o caso. Neste sábado 26, data em que o crime completou um ano, ela publicou um desabafo nas redes sociais em que relembra o período de recuperação e afirma viver um momento de “renascimento”.

O caso ocorreu em 26 de julho de 2025, em um condomínio no bairro Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. As imagens da câmera de segurança do elevador mostraram o então companheiro de Juliana, Igor Cabral, desferindo 61 socos contra ela em poucos segundos.

Juliana Soares em registro publicado nas redes sociais um ano após sobreviver à agressão sofrida dentro de um elevador em um condomínio de Natal
Juliana Soares publicou um desabafo nas redes sociais um ano após a agressão que sofreu em Natal Foto: Reprodução

Na publicação, Juliana afirmou que os últimos 365 dias foram marcados por resistência, julgamentos e pela reconstrução da própria vida.

“365 dias se passaram. De resistência, de luta, de violência digital, de julgamentos, de todo mundo querer e se achar no direito de interferir nas minhas decisões.”

Ela também relatou ter enfrentado críticas e questionamentos após o episódio.

“De ter sido muito, de ter sido pouco, de acharem que escolhi o lado certo, de perguntas inconvenientes (mas o que foi que você fez para tudo isso).”

Ao final da mensagem, Juliana definiu a data como um marco de superação.

“Hoje eu faço um ano, um ano de (RE)NASCIMENTO. Obrigada Deus, por não ter soltado minha mão por nem um minuto sequer.”

Relembre o caso

Na noite de 26 de julho de 2025, Juliana Soares foi agredida dentro do elevador do condomínio onde morava, em Ponta Negra. As imagens mostram Igor Cabral desferindo 61 socos contra a vítima, que sofreu múltiplas fraturas no rosto e no maxilar.

Juliana foi socorrida ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, onde passou por cirurgia de reconstrução facial e recebeu alta no início de agosto de 2025.

Segundo a Polícia Civil, antes das agressões o casal havia discutido durante um churrasco realizado na área de lazer do condomínio. Após o desentendimento, os dois entraram no elevador, onde ocorreu o ataque registrado pelas câmeras.

Igor Cabral foi preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva. Em 7 de agosto de 2025, a Justiça do Rio Grande do Norte aceitou a denúncia do Ministério Público e o tornou réu por tentativa de feminicídio. Desde então, o processo segue em tramitação na Justiça.

Desde a divulgação das imagens, o caso ganhou repercussão nacional e passou a integrar o debate sobre violência contra a mulher, tentativa de feminicídio e a importância da denúncia e da proteção às vítimas.