Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça-feira, 28, a ilha de Kyushu, no sul do Japão, desencadeando uma operação de emergência após uma explosão atingir o Aeon Mall, na cidade de Kashima, província de Kumamoto. O desabamento parcial da estrutura deixou mortos, feridos e desaparecidos, enquanto equipes de resgate enfrentam dificuldades para acessar o local devido ao risco de novos tremores. O governo japonês mobilizou uma força-tarefa nacional para coordenar as ações de resposta ao desastre, que também provocou interrupções no transporte, cortes de energia e danos à infraestrutura regional.
Segundo autoridades locais e a emissora pública NHK, cerca de 200 pessoas conseguiram deixar o shopping após o terremoto, mas uma explosão ocorrida aproximadamente uma hora depois provocou o colapso parcial do edifício. Entre 20 e 30 trabalhadores permaneciam desaparecidos no complexo, enquanto a polícia informou haver indícios de um número elevado de vítimas e pessoas soterradas. As operações de busca foram parcialmente suspensas nas áreas mais afetadas em razão da possibilidade de réplicas, já que o epicentro do terremoto estava localizado a poucos quilômetros do centro comercial e a apenas 10 quilômetros de profundidade, característica que potencializou seus efeitos destrutivos.

O terremoto foi acompanhado por tremores secundários e chegou a ser sentido na Coreia do Sul. Alertas de emergência foram emitidos para diversas prefeituras da ilha de Kyushu, incluindo Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki. A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que as cidades de Uki e Hikawa registraram intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa, o nível mais elevado. Além dos danos a edificações, milhares de imóveis ficaram sem energia, serviços ferroviários e aeroportuários foram interrompidos, e empresas instaladas na região suspenderam temporariamente as operações. Autoridades também emitiram e posteriormente cancelaram um alerta de tsunami para áreas costeiras próximas.
Localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, o Japão concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6 registrados no planeta e mantém um dos sistemas mais avançados de monitoramento sísmico do mundo. O desastre reacendeu a lembrança do terremoto que devastou Kumamoto em 2016 e reforçou os alertas sobre a possibilidade de novos abalos nos próximos dias. A Agência Meteorológica do Japão orientou a população a permanecer em estado de atenção, enquanto o governo concentra esforços no resgate de sobreviventes e na avaliação da extensão dos danos materiais e humanos.