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Mercado
Setor de serviços no RN registra alta de 6% em setembro, aponta IBGE
Resultado representa a quarta maior variação positiva do Brasil, atrás apenas do Piauí, Mato Grosso do Sul e Roraima. Já no setor de varejo ampliado, o estado obteve crescimento de apenas 0,5%
Redação
13/11/2020 | 05:38

Uma importante rede de lojas de produtos de informática de Natal, que havia dispensado parte de seus empregados no começo da pandemia, já recontratou quase todos.

Luiz, um dos reintegrados, está feliz da vida. Ele e sua empresa, no entanto, são uma das exceções à regra de demissões e falências provocada pelo coronavírus desde março.

Como toda a boa crise, o vírus foi gentil para alguns segmentos do comércio e péssimo para outros.

No final dessa conta de somas e subtrações, o volume de serviços do Rio Grande do Norte cresceu 6,7% em setembro.

Não é pouco: representa a quarta maior variação positiva do Brasil, atrás apenas do Piauí com 11,9%, Mato Grosso do Sul (9,1%) e Roraima(8,4%).
Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) divulgados nesta quinta-feira, 12.

Segundo eles, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, a perda no volume de vendas provocado pela pandemia somou 5,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o índice de receita nominal teve retração de apenas 0,3%.

“Isso indica que, devido ao crescimento das vendas do comércio, principalmente de maio a agosto, a receita nominal do varejo está em processo de recuperação em relação a 2019”, conclui Flávio Queiroz, analista do escritório local do IBGE.

No que se refere ao chamado varejo ampliado, o RN obteve um crescimento de 0,5% contra uma média nacional de 1,2% no mês de setembro na comparação a agosto.

“Considerando o mesmo mês do ano anterior, o volume de vendas no varejo ampliado do Estado cresceu 5,8%, variação abaixo da média nacional, que foi de 7,4%”, acrescenta o analista.

No Brasil

Entre os menos atingidos pela pandemia em nível nacional estão os setores de móveis e eletrodomésticos, que registraram um crescimento superior a 30%; artigos de uso pessoal e doméstico, que cresceu 15%; produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (12%) e Hiper e supermercados, produtos alimentícios e bebidas (5,7%).

Em compensação, quatro atividades fecharam o trimestre no vermelho: livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (-34,6%); tecidos, vestuário e calçados (-15,4%); combustíveis e lubrificantes (-8,3%) e equipamentos e materiais para escritório e informática (-8,3%). As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgadas esta semana pelo IBGE.
Móveis e eletrodomésticos mostraram crescimento de 28,7% no volume de vendas em relação a setembro de 2019, num quarto mês consecutivo de avanço. No ano, o setor acumulou 9,4% de aumento, mantendo-se no campo positivo pelo terceiro mês consecutivo. Nos últimos 12 meses saiu de 1,1% em maio para 9,8% em setembro.

Da mesma forma, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram um crescimento de 4,4% na comparação com setembro do ano passado, registrando a oitava taxa positiva consecutiva nessa comparação. Foi o terceiro maior impacto positivo na formação da taxa global do varejo.

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, tiveram aumento de 13,7% nas vendas na comparação com setembro de 2019, quarta variação positiva consecutiva em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Tecidos, vestuário e calçados, registrou recuo de 7,2% em relação a setembro de 2019, sétima taxa negativa nessa comparação. A atividade apresentou o maior impacto negativo na formação da taxa global do varejo.
Na comparação com o mês anterior, o setor teve queda de 2,4%, após quatro meses de crescimento. Com isso, o acumulado no ano, ao passar de -33,4% em agosto para -30,6% em setembro mostra leve recuperação. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -20,0% em agosto para -20,4% em setembro, fica praticamente estável.

Já combustíveis e lubrificantes, com queda de 5,1% no volume de vendas em relação a setembro de 2019, foi a maior contribuição negativa para o resultado total do varejo. Também o setor de livros, jornais, revistas e papelaria recuou 36,0% frente a setembro de 2019. No acumulado no ano, ao passar de -30,0% até agosto para -30,5% até setembro, não deixou de se manter estável.

Na mesma toada, equipamentos e material para escritório informática e comunicação registraram queda de 7,1% em relação a setembro de 2019, enquanto a variação em relação a agosto de 2020 foi de 1,1%, quinta taxa positiva. No chamado varejo ampliado, veículos, motos, partes e peças, ao cair 1,5% em relação a setembro de 2019, mantiveram a sétima taxa negativa seguida.

Já material de Construção, com alta de 31,3% em relação a setembro de 2019, contabilizou a quarta taxa positiva consecutiva e a maior variação da série histórica iniciada em janeiro de 2004.

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