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Destruição
Serra Negra do Norte decreta situação de emergência após incêndio florestal
Prefeitura municipal de Serra Negra do Norte avalia que cerca de 12% de uma reserva de proteção e preservação ambiental foi atingida pelo incêndio que já dura mais de 15 dias; temor é de que chamas possam alcançar espaços residenciais; primeiro chamado do Corpo de Bombeiro para combater o fogo aconteceu em 23 de setembro
Redação
10/10/2020 | 05:22

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBM) tenta controlar um incêndio florestal que já dura mais de 15 dias na zona rural do município de Serra Negra do Norte, na região do Seridó potiguar.

A Prefeitura do município decretou “situação de emergência por incêndio florestal”. O governo municipal avalia que cerca de 12% da Reserva de Proteção e Preservação Ambiental foi atingida pelo incêndio. O temor é de que as chamas se aproximem das casas da região.

A área do incêndio recebeu o primeiro chamado do Corpo de Bombeiro no dia 23 de setembro. Ao todo, cerca de 20 bombeiros militares de Caicó e Mossoró foram deslocados para realizar o controle das chamas no município, além de um reforço de 22 agentes da capital Natal.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a tendência é que mais reforços sejam enviados nos próximos dias.

“O trabalho aqui em Serra Negra continua. É uma área bastante íngreme, de serras, que dificulta o nosso acesso. Esse sem dúvida é o maior problema. Além do combate às chamas, estamos promovendo ações preventivas, como a construção de aceiros para evitar a propagação do fogo”, disse o Comandante do 2° Grupamento de Bombeiros, Major Alcione Araújo.

No local do incêndio, nove bombeiros militares seguem na missão para combater o fogo.

O Corpo de Bombeiros ainda não tem dados sobre da área devastada e tampouco a causa do incêndio.

No Rio Grande do Norte, incêndios florestais têm levado medo a moradores das regiões Oeste e Seridó, principalmente, com a destruição de grandes áreas de vegetação nativa.

Segundo o major Cristiano Couceiro, do Corpo de Bombeiros Militar do RN, a corporação ainda não possui mão de obra especializada para fazer um levantamento capaz de apontar o tamanho do prejuízo.

“A nossa parceria com os órgãos ambientais, a partir desse ano, possibilitará melhorar esse monitoramento a partir de 2021”, destacou.
Ainda em 2020, ainda sem o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, as operações desencadeadas para apagar focos de incêndio e queimadas vêm sendo realizadas basicamente pelo Corpo de Bombeiros – que ocasionalmente conta com a ajuda de brigadas, defesas civis municipais ou até mesmo com a colaboração voluntária da população e moradores das áreas atingidas.

Entre os maiores incêndios ocorridos este ano, estão o da Serra da Capelinha, em Parelhas, que durou cinco dias; de um canavial em Monte Alegre; do Morro do Cristo, em Serra Negra; e da Estação Ecológica do Seridó, em Serra Negra do Norte.

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