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Secretário de Recursos Hídricos garante: águas do São Francisco chegarão ao RN ainda no primeiro mandato de Robinson

15/07/2015 | 15:59

Para o secretário de Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte, Mairton França, não há qualquer dúvida: as águas do rio São Francisco chegaram ao Estado ainda no primeiro mandato do governador Robinson Faria (PSD), mas precisamente em 2017. É o que ele garante nesta entrevista ao Visor Político.

De acordo com o secretário, em que pesem existirem pendências de obras de canais, a serem conduzidas pelo governo do Estado, tudo ficará pronto a tempo. “Não existe pendências. O estado já começa a se preparar”, afirma.

Secretário de recursos hídricos garante: águas do são francisco chegarão ao Rio Grande do Norte ainda no primeiro mandato de robinson

Diante de um quadro de seca que se alastra há quatro anos, só resta esperar que o secretário tenha razão. A seguir sua entrevista.

Visor Político – Qual o atual quadro da obra do São Francisco?
Mairton França – A obra da transposição está sendo executada pelo governo federal, através do Ministério da Integração.

VP – Quando a obra deve ter resultados para o RN?
MF – A partir de 2017 quando o rio Piranhas-Açu for perenizado pelo eixo norte, através do estado da Paraíba. Aqui no RN as águas vão chegar primeiro pelo município de Jardim de Piranhas, pela bacia do rio Piranhas-açu. A outra porta de entrada é a bacia do rio Apodi-Mossoró, pela cidade de Major Sales. O Ministério da Integração vai construir em Major Sales uma obra chamada de Canal do Apodi para receber as águas do São Francisco e assim essa água vai perenizar o açude de Pau dos Ferros e todo rio Apodi-Mossoró, até a barragem de Apodi.

VP – Quais as pendências do RN em relação a obra?
MF – Não existe pendências. O estado já começa a preparar algumas obras para receber as águas do São Francisco, entre estas a Barragem de Oiticica que será ponto de captação para o sistema adutor do Seridó que trará segurança hídrica para essa região. Também já está concebido um projeto para um canal de integração entre todas as bacias do estado, o canal Assu-Maxaranguape. Ele terá 245 km de extensão e terá uma ligação da Barragem de Assu até Maxaranguape, possibilitando a chegada das águas da transposição ao lugar de maior aglomerado que é a região metropolitana. Além disso como trata-se de transposição de água bruta, todos os usos serão viabilizados, inclusive na região do Mato Grande, para fomentar a política de incentivo à produção.

VP – Qual a opinião do secretário de iniciativas como a do deputado Ezequiel, presidente da AL, em relação a cobrar por agilidade da transposição?
MF – Sou a favor dessa agilidade principalmente pelo momento em que vivemos, uma estiagem que já entra no quarto ano e com previsão de chuvas abaixo da média para 2016. É necessário que a bancada federal daqui do Estado se articule com a bancada federal dos estados do CE, PB e PE (pois juntas terão um poder de barganha maior, junto ao governo federal) e solicitem recursos extraordinários para que a obra seja antecipada.