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Violência
RN tem quinto mês seguido de queda no número de assassinatos
Dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal mostram que o Rio Grande do Norte soma, de 1º de janeiro a 30 de setembro deste ano, um total de 1.100 assassinatos
Anderson Barbosa
03/10/2020 | 05:15

O Rio Grande do Norte acaba de registrar o quinto mês seguido com redução no número de assassinatos. Em comparação a 2019, os números também são positivos, com três meses consecutivos de diminuição. Para a Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), as estatísticas mostram o resultado de uma maior integração dos agentes envolvidos nas forças de segurança, que mesmo em tempos de pandemia, mantêm o foco em prestar um melhor serviço à população.

De acordo com dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal (Coine), órgão vinculado à Sesed, o Rio Grande do Norte soma, de 1º de janeiro a 30 de setembro deste ano, um total de 1.100 assassinatos – dois a menos que o total de homicídios registrados no mesmo período de 2019 – tendo os últimos cinco meses com queda mais acentuada.

Em abril, por exemplo, foram 156 homicídios registrados, e de lá para cá os crimes de violência letal e intencional vem caindo. Foram 134 assassinatos em maio, 118 em junho, 104 em julho, 99 em agosto e 93 em setembro – redução acumulada de 40,3%. Com relação aos meses de 2019, ainda de acordo com as estatísticas da Coine, são três meses seguidos de redução: julho (-14,85), agosto (-24,4%) e setembro (-22,5%).

Números

Homicídios no
RN em 2019

Janeiro………………………130
Fevereiro…………………..103
Março………………………..149
Abril…………………………..111
Maio…………………………..131
Junho…………………………105
Julho…………………………..122
Agosto…………………………131
Setembro……………………120

Total 1.102

Homicídios no
RN em 2020

Janeiro………………………..124
Fevereiro…………………….144
Março………………………….128
Abril……………………………156
Maio……………………………134
Junho………………………….118
Julho…………………………..104
Agosto…………………………99
Setembro……………………93

Total 1.100

“Redução é fruto de integração das forças e gestão de resultados”, diz secretário

“A redução que estamos percebendo agora é fruto do apoio do Governo do Estado às ações da Sesed e de uma intensa integração das forças estaduais, como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, servidores do Itep, policiais penais e guardas municipais, com as forças federais que atuam no estado, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Além, é claro, de uma gestão diferenciada que tem o foco no resultado. Agradecemos imensamente também pelo compromisso de todos os agentes públicos com a atividade e a missão de cada instituição, apesar desse momento difícil de pandemia”, destacou o coronel Francisco Araújo Silva, titular da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social.

Pesquisador do Observatório da Violência do Rio Grande do Norte (OBVIO) e coordenador da Coine, Ivênio Hermes também analisou a queda no número de homicídios no estado.

“Numa análise contextual para essa redução, podemos inferir que se inicia a partir da premissa de um direcionamento de atividades de policiamento ostensivo para o problema segundo as diretrizes indicadas pelas análises criminais. Evidentemente que nem sempre esse fator se consolida de forma tão eficaz devido à escassez de recursos humanos e as múltiplas atribuições da polícia ostensiva em meio à pandemia e outras atividades sazonais. Compondo essa análise contextual, observamos que na região Metropolitana, a ampliação das atividades investigativas da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para os municípios de São Gonçalo do Amarante e Parnamirim, começam a reduzir a impunidade dos crimes de homicídios, fazendo que grupos criminosos atuantes na região se intimidem com as ações de prisão de homicidas e outros criminosos cuja a atividade contribua para violência letal intencional”, explicou Ivênio Hermes.

Armas de fogo são as que mais matam

Do total de 1.101 assassinatos registrados este ano no estado, 1.034 foram homens, 65 mulheres e em dois casos ainda não foi possível identificar o sexo das vítimas. As armas de fogo são as que mais matam no estado. Foram 973 ocorrências, o que corresponde a 88,37% dos casos.

Em seguida, segundo a pesquisa estadual, vêm arma branca, com 68 casos (6,17%); objeto não identificado, com 23 casos (2,08%); espancamento, com 14 casos registrados (1,27%); e objetos contundentes, com 13 ocorrências (1,18%). Em cinco casos os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados (0,45%).

Cidades mais violentas também registram redução

Nas cidades mais violentas do estado, em números absolutos de homicídios, também houve redução.

Em Natal, de janeiro a setembro de 2019, foram registradas 224 mortes violentas. Já este ano, no mesmo período, foram 215 – redução de 4,01%.

Em mossoró, foram 155 assassinatos de janeiro a setembro de 2019, contra 137 este ano, em igual período – queda de 11,61%. E em São Gonçalo do Amarante, terceira cidade mais violenta do RN, foram registrados 84 homicídios de janeiro a setembro de 2019, contra 58 mortes ocorridas no mesmo período deste ano: – 30,95%.

Conduta letal

O homicídio doloso continua sendo a principal forma de CVLI registrada no Rio Grande do Norte. Das 1.100 mortes contabilizadas entre janeiro e setembro deste ano, foram registrados 893 crimes em que ficou constatada a real intenção de matar (81,10%). Na sequência, como maiores tipos de conduta letal, aparecem: intervenção policial, com 109 casos (9,90%); latrocínio (roubo seguido de morte), com 48 casos (4,35%); lesão corporal seguida de morte, com 41 registros (3,72%); e feminicídio, com 10 casos registrados (0,90%).

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