A governadora Fátima Bezerra segue sua agenda na Feira de Turismo de Lisboa (BTL), onde deve retornar ao Estado neste domingo (5). Na próxima semana, será um momento de pensar no que vai fazer para acomodar os ex-deputados Raimundo Fernandes (PSDB) e Vivaldo Costa (PV), há um mês, os primeiros suplentes do PSDB e da Federação PT/PV e PCdoB. Existia uma especulação de algum deputado assumir uma secretaria no Centro Administrativo em fevereiro, para abrir vaga na Assembleia Legislativa. Mas, entramos em março e até agora nenhum deputado sinalizou com uma licença.
Raimundo Fernandes que desde 2002 se reelege para deputado estadual, tendo apenas ficado de fora em duas oportunidades: em 1994 quando era presidente da Assembleia e aceitou concorrer ao Senado, ao lado do amigo, José Agripino Maia, numa chapa encabeçada por Lavoisier Maia, quer perdeu para Garibaldi Filho. Na época, Raimundo aceitou o desafio, mas lançou a esposa Nirinha Fernandes, que foi eleita deputada com a oitava maior votação. Em 1998, Raimundo tentou voltar a Assembleia e ficou na suplência. Mas, retornou ao Legislativo em 2002, onde sai agora em fevereiro, depois de seu segundo insucesso eleitoral. Foram desde 1982 oito mandatos. Hoje, Raimundo tem 80 anos.

Vivaldo teve uma carreira mais extensa. Ele chegou ao Poder Legislativo em 1975, foi reeleito em 1982 e 1986. Em 1990, como presidente da Assembleia Legislativa, o Papa do Seridó foi escolhido para vice-governador na chapa vitoriosa com José Agripino. Em 1994, Vivaldo assumiu o Governo do Estado por nove meses e não concorreu, preferiu lançar a então cunhada, Ivonete Dantas, sendo a terceira mais votada. Vivaldo retornou à Assembleia em 2002 e perdeu em 2006, ficando na suplência. Em 2010, consegue vitória, mas perdeu em 2014, e assumiu com a morte do então deputado Agnelo Alves. Foi reeleito em 2018, mas voltou a não ter sucesso em 2022, ficando na suplência aos 83 anos. E como fará a governadora para acomodar seus aliados?
Solução
Uma fonte do Gabinete Civil garantiu a coluna que existem por lei, três secretarias extraordinárias e a governadora Fátima Bezerra só nomeou até agora duas. Cultura (Mary Land Brito) e Gestão e Projetos Especiais (Virgínia Ferreira). Caso queira, o Governo poderia criar mais uma pasta Extraordinária, por exemplo, a Articulação Política com os Municípios, que funcionou até o Governo Robinson Faria.
Encontro
O governador em exercício Walter Alves (MDB) recebeu ontem o prefeito interino de Natal, Ériko Jácome (MDB). Há 34 anos, o MDB administrava o Estado com o governador Geraldo Melo e a capital com o prefeito Garibaldi Filho. “Em pauta, as ações do Governo do Estado sob liderança da governadora Fatima Bezerra e demandas da capital do Rio Grande do Norte”, frisou Walter.
Retorno
Ex-coordenador da campanha de reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT), Adriano Gadelha, que é funcionário federal, dos quadros da Funasa, retornou para seu órgão de origem recentemente. Aliás, falta pouco tempo para o braço esquerdo de Fátima seguir rumo à aposentadoria por tempo de serviços. Alás, Adriano anda mapeando todos os cargos federais no RN.
Feira
Ontem, a governadora Fátima Bezerra e o prefeito de Natal, Álvaro Dias estiveram juntos com a CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, para tratar do fortalecimento da rota Lisboa para o RN e de campanhas em conjunto com a companhia aérea portuguesa. Desde o ano passado, a capital potiguar voltou a ter cinco voos diretos a cada sete dias para Lisboa. São voos de quarta, quinta, sexta, sábado e domingo, sempre depois das 23h.
Despedida
Servidores terceirizados que atuam em hospitais da rede pública estadual paralisaram suas atividades e reivindicam o pagamento dos salários de dezembro de 2022, da segunda parcela do 13º salário e o depósito do vale-transporte e alimentação, que estão atrasados. O secretário Cipriano Maia, que deixa a Sesap este mês, teve que passar ontem por um protesto da empresa terceirizada, na frente do prédio da Sesap, pois continuam sem receber.
Cobranças
Na Assembleia Legislativa, as cobranças na Saúde também ecoam. Ontem, a problemática da retenção de macas do Samu e de outros municípios, no Hospital Walfredo Gurgel foi tema do discurso da Cristiane Dantas (Solidariedade). A esposa de Fábio Dantas, disse que devido a superlotação da maior unidade hospitalar, os pacientes socorridos ficam nas macas das ambulâncias, obrigando os veículos e a equipe a permanecerem no local. “Precisamos que o Governo do Estado encontre uma solução para essa problemática”, cobrou.
Até os aliados
A gestão Cipriano Maia é unânime quanto a críticas. O deputado Ubaldo Fernandes (PSDB), aliado da governadora Fátima Bezerra, também disse que “vendo isso o nosso mandato já deu entrada nessa casa, em um projeto de lei que proíbe, por parte dos hospitais públicos, a retenção das macas. Automaticamente esses hospitais terão que se adequar a realidade achando solução para esse problema”, lembrou Ubaldo, que repercutiu o caso em suas redes sociais.
Mossoró com outros olhos
E ainda na pauta de saúde, o deputado Ivanilson Oliveira (União Brasil) de Baraúnas registrou o fechamento de 20 UTIs na maior cidade cidade do Oeste. “Sendo 10 no Hospital Regional Tarcísio Maia e mais 10 fruto de convênio com a Polícia Militar”, elencou. Ontem, 19 pacientes estariam esperando uma vaga na UTI devido ao fechamento. “Por isso faço um apelo à governadora e ao Secretário de Saúde para que olhem Mossoró com outros olhos porque as pessoas estão precisando. E ainda temos hoje um acúmulo muito grande também na área da ortopedia”, finalizou.
Outro lado
Reaberto durante um dos períodos críticos da pandemia, o Hospital da Polícia Militar em Mossoró tornou-se um importante apoio para as unidades do Oeste. Serão mantidos os leitos clínicos, que servem de retaguarda para a rede estadual, especialmente para o Hospital Regional Tarcísio Maia. “Com o arrefecimento da pandemia, os serviços assistenciais do Hospital da Polícia em Mossoró seguem sendo prestados, mas com outro perfil. Os leitos serão destinados à retaguarda da necessidade de assistência vascular e outras demandas”, justificou o secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia.