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Solução

Prefeitura resolve problema histórico com serviço na Lagoa de Santarém

Obra de requalificação e urbanização soluciona problemas de alagamento na região, na Zona Norte
Agora RN
22/08/2025 | 04:32

Após décadas de sofrimento com transbordamentos da lagoa de captação do Conjunto Santarém, na Zona Norte, a Prefeitura de Natal realizou no local obras de requalificação e urbanização que vão acabar com esse tipo de problema.

As intervenções asseguraram o aumento da capacidade de absorção das chuvas — de 10 mil para 55 mil metros cúbicos — e ganharam reforço de novas bombas hidráulicas instaladas. A ação passou no teste, e a lagoa suportou bem um volume intenso de 100 milímetros de chuva (em um intervalo de 12 horas) registrado recentemente.

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Obras no Santarém incluíram aumento da capacidade da lagoa de captação, instalação de novas bombas hidráulicas e construção de uma estação elevatória - Foto: Magnus Nascimento / Prefeitura do Natal

“Se essa chuva fosse no ano passado, já estaria tudo alagado aqui”, afirma a dona de casa Elisângela Medeiros, 47, moradora da Rua Tarauacá há mais de 30 anos. A rua é a mais prejudicada e, em períodos críticos, as águas atingiam mais de um metro e meio no muro das casas.

“Todo ano tenho prejuízo. Já perdi geladeira, cama e armários. No ano passado, a água chegou a um metro e meio, e fomos levados para a escola ao lado (Escola Estadual Adelino Dantas). Ficamos lá dois dias e, quando voltamos para casa, ficamos oito dias, para retornamos à escola após novo alagamento”, conta ela.

A moradora reclama que sequer consegue vender a casa. “Justo por causa dos alagamentos, ninguém quer vir para cá. Se eu vendo, não consigo comprar outra. Com essa obra, espero que também valorize o imóvel”, torce.

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Entorno ganhou arena de grama sintética, ciclovia, pista de caminhada, de skate, mobiliário urbano e nova iluminação – Foto: Magnus Nascimento / Prefeitura do Natal

É o que espera também a aposentada Luiza da Silva, 79: “Todo ano, preciso passar um tempo na casa do meu filho, em Extremoz, por causa dos alagamentos, que já chegaram na altura do meu pescoço. Com a última chuva, eu já teria me mudado. Mas desta vez não transbordou”, comemora.

Além das novas bombas e do aumento da capacidade, a obra realizada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) — orçada em R$ 4,5 milhões — também instalou taludes e construiu nova estação elevatória. O entorno da lagoa ganhou ainda um novo projeto com equipamentos comunitários, incluindo arena de grama sintética, ciclovia, pista de caminhada, pista de skate, mobiliário urbano, paisagismo e iluminação pública em Led.

“Ficamos muito felizes quando vemos as ações do Município produzirem bons resultados para a população. Esta é a meta da nossa gestão: trabalhar por medidas e obras que promovam a qualidade de vida e o desenvolvimento da nossa cidade”, define o prefeito Paulinho Freire.

Ações da gestão reforçam capacidade das lagoas

A intervenção na Lagoa de Santarém integra um conjunto de ações preventivas realizadas pela Prefeitura para enfrentar o período chuvoso de forma mais segura. Natal possui 82 lagoas de captação, sendo 11 classificadas como críticas, com base em relatórios da Defesa Civil e da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). Dessas, sete localizadas na Zona Norte e quatro na Zona Oeste já passaram por limpeza completa.

Além das limpezas preventivas, a Prefeitura também enfrenta um obstáculo recorrente: ligações clandestinas de esgoto em redes de drenagem. Essas ligações aumentam o volume de água nas lagoas mesmo fora do período chuvoso, fazendo com que operem frequentemente acima da capacidade.
A Seinfra já efetuou serviços de limpeza em 21 lagoas de captação, muitas delas há anos sem cuidados adequados. Os trabalhos são feitos com planejamento definido em conjunto com o Ministério Público e com base em critérios técnicos, ambientais e sociais.

O cronograma prioriza as lagoas em estado de criticidade ou com maior impacto para as comunidades locais. Latinhas, pneus e garrafas são resíduos encontrados constantemente nas lagoas da capital. O lixo descartado incorretamente pode ocasionar obstruções e danos às bombas das lagoas. “Os resíduos impedem a infiltração da água no solo e prejudicam o sistema de drenagem, causando muitos transtornos para a própria população”, lamenta a secretária Shirley Cavalcanti.

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