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Vacina
Por falta de vacinas, Mossoró segue com aplicação da D2 da Astrazeneca suspensa; Natal em situação de “alerta”
Sesap orienta municípios a retomarem intervalo de 85 dias para segunda dose da Astrazeneca
Redação
13/09/2021 | 08:28

A cidade de Mossoró, no Oeste potiguar, suspendeu desde a última sexta-feira 10 a aplicação da segunda dose da vacina da Astrazeneca/Oxford. Com cerca de 7 mil pessoas com a D2 em atraso, o Município agora aguarda o envio de mais doses do imunizante. Natal está em situação de “alerta”, de acordo com Juliana Araújo, do Departamento de Vigilância em Saúde da cidade.

Em Mossoró, a orientação inicial é aguardar o envio de mais doses da vacina da Astrazeneca. Já na capital potiguar não falta vacina, mas a situação é de alerta após a redução do intervalo entre a D1 e D2. “Natal está em situação de alerta e precisamos focar em nosso público. Tive grande preocupação quando foi anunciado a redução da data, mas a gente se programou para priorizar pessoas que receberam a primeira dose na capital potiguar”, frisou Juliana em entrevista ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi.

A Secretaria Estadual de Saúde Público (Sesap) orientou os municípios que tenham pouco estoque da Astrazeneca a retomarem o prazo de 85 para aplicação da segunda dose. “Aqueles municípios que por ventura percebam que o número de doses que eles têm em estoque não vai dar vazão pra conseguir aplicar a segunda dose nesse intervalo de 56 dias, devem retornar para aquele intervalo de 90 dias. Isso só pra vacina da Oxford, a da Pfizer continua com 56 dias”, disse a coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Kelly Maia, ao Bom Dia RN.

No dia 2 de setembro, por orientação do Ministério da Saúde, a Sesap reduziu o intervalo entre as doses de 85 para 56 dias.

Orientação da Sesap

Na manhã desta segunda, a Sesap emitiu nota informativa com novas recomendações destinadas aos municípios potiguares sobre a antecipação da aplicação segunda dose da vacina.

Inicialmente, seguindo orientação do Ministério da Saúde, em agosto, conforme pactuado na reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), a Sesap havia emitido uma nota recomendando a diminuição no intervalo de aplicação entre a primeira e segunda dose das vacinas de Oxford como Pfizer, diminuindo o intervalo de 90 dias para 56 dias.

Contudo, “em decorrência desbastecimento das vacinas da Astrazeneca provocado pela falta de insumos para produção dos imunizantes, bem como, do não envio integral por parte do Ministério da Saúde do quantitativo equivalente ao número de D2, a Sesap sinalizou para os municípios que só reduzissem o intervalo de aplicação da segunda dose caso possuíssem um quantitativo necessário de doses para aplicar no período de 56 dias”.

É importante destacar que, em relação aos demais imunizantes, está mantido o intervalo de aplicação da segunda dose da Coronavac – 28 dias e Pfizer – 56 dias.

Intercambialidade

São Paulo, que também enfrenta a falta de imunizantes da Astrazeneca, vai vacinar com Pfizer quem estiver com a segunda dose da Astrazeneca atrasada. A intercambialidade das vacinas da Pfizer e da Astrazeneca foi chancelada pelo Comitê Científico do Governo do estado e pelo Programa Estadual de Imunização, que embasaram a decisão em estudos da Organização Mundial de Saúde e orientações do próprio Ministério da Saúde. No Rio Grande do Norte, não há orientações neste sentido.

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