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Polícia

PF mira grupo que usava portos do RN para tráfico internacional e bloqueia R$ 65 milhões

Ação da Polícia Federal e Receita Federal cumpriu 42 mandados em cinco estados e investiga tráfico internacional e lavagem de dinheiro
Redação
02/06/2026 | 11:33

Uma organização criminosa investigada por utilizar a estrutura portuária do Rio Grande do Norte para enviar drogas à Europa foi alvo de uma operação deflagrada nesta terça-feira 2 pela Polícia Federal, com apoio da Receita Federal. Batizada de Operação Pele de Sapo, a ação busca desarticular o grupo, apontado como responsável por atuar no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Pará, São Paulo e Rio de Janeiro.

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Operação Pele de Sapo foi deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Receita Federal - Foto: PRF

Segundo as investigações, a organização utilizava estruturas ligadas ao comércio exterior para ocultar atividades ilícitas e viabilizar o envio de entorpecentes para países europeus por via marítima.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema incluía fraudes documentais em operações de exportação, uso de empresas de fachada e interposição de terceiros para esconder a origem dos recursos obtidos com o tráfico de drogas.

Além do cumprimento dos mandados judiciais, a operação teve como foco atingir o patrimônio do grupo investigado. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 30 milhões em contas bancárias ligadas aos suspeitos.

Também foi autorizado o sequestro de cerca de R$ 35 milhões em bens atribuídos aos investigados.

Somadas, as medidas patrimoniais alcançam aproximadamente R$ 65 milhões.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo dentro e fora do país.

A Operação Pele de Sapo integra as ações de combate ao tráfico internacional de drogas por meio de portos brasileiros e ao uso de mecanismos financeiros destinados à ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.