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Política

Oposição anuncia obstrução no Congresso após prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Grupo afirma que decisão contra ex-presidente Jair Bolsonaro motivou ações para barrar pauta no Legislativo
Redação
05/08/2025 | 12:57

Deputados e senadores de oposição anunciaram nesta terça-feira 5 que vão obstruir os trabalhos da Câmara dos Deputados e do Senado. A medida ocorre em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O anúncio foi feito em uma coletiva na tarde desta terça-feira 5, na rampa do Congresso Nacional.

Oposição anuncia obstrução no Congresso após prisão domiciliar de Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução/CNN
Oposição anuncia obstrução no Congresso após prisão domiciliar de Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução/CNN

Segundo o grupo, a decisão judicial motivou a articulação para bloquear votações no Congresso. “Pacote da paz” foi o termo usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para se referir ao conjunto de ações defendidas pela oposição. Entre elas está a aprovação de um perdão aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, proposta atualmente parada na Câmara.

O deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), vice-presidente da Câmara, afirmou que, se assumir o comando da Casa de forma interina, colocará o texto em votação independentemente da posição do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).

Outra pauta defendida pelo grupo é o fim do foro privilegiado para parlamentares. A medida voltaria a limitar o julgamento de congressistas ao STF apenas para crimes cometidos durante o exercício do mandato e relacionados à função, entendimento adotado pela Corte em 2018.

Leia também: Rogério Marinho defende impeachment de Moraes e diz que “esquerda que grita sem anistia foi anistiada por crimes de morte”

No mês passado, o STF decidiu que o foro privilegiado deve ser mantido mesmo após a autoridade deixar o cargo quando o crime estiver relacionado à função, abrangendo casos de renúncia, não reeleição ou cassação.

A proposta que acaba com o foro privilegiado já foi aprovada pelo Senado e aguarda votação na Câmara desde 2018. Se aprovada, parlamentares passariam a ser julgados pela primeira instância nos casos de crimes comuns, como roubo, lavagem de dinheiro e corrupção.

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