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Justiça

Oficial de Justiça é condenado por morte de bailarina no RN

Julgamento ocorreu mais de sete anos após a colisão que matou a professora de dança Gislâne Cruz na Avenida Prudente de Morais
Por O Correio de Hoje
17/06/2026 | 14:32

O Tribunal do Júri condenou a seis anos de prisão em regime semiaberto o oficial de Justiça Josias Teixeira de Morais pela morte da professora de dança e bailarina Gislâne Cruz do Nascimento, vítima de um acidente de trânsito ocorrido em 19 de maio de 2019, em Natal. O julgamento foi realizado mais de sete anos após a colisão.

De acordo com informações do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), Gislâne Cruz seguia como passageira de um veículo conduzido por uma motorista de aplicativo na Avenida Prudente de Morais, no sentido do bairro de Candelária, quando o automóvel dirigido por Josias Teixeira de Morais trafegava na contramão.

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Gislâne Cruz morreu em 2019 - Foto: Reprodução

A colisão frontal provocou o capotamento do carro em que a professora estava. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para socorrer as vítimas. A motorista de aplicativo e Josias sofreram ferimentos leves e foram encaminhados para atendimento hospitalar.

Gislâne Cruz não resistiu aos ferimentos provocados pelo impacto e morreu em decorrência do acidente. Segundo o CPRE, Josias Teixeira de Morais tinha 63 anos na época dos fatos, apresentava sinais de embriaguez e admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Ainda conforme a corporação, ele conduzia o veículo na contramão quando ocorreu a batida.

Durante o julgamento, os jurados analisaram as teses apresentadas pela acusação e pela defesa, além dos depoimentos de testemunhas relacionadas ao caso. A condenação encerra uma etapa do processo judicial iniciado após o acidente. A pena foi fixada em seis anos de prisão, a ser cumprida em regime semiaberto.

A morte de Gislâne Cruz teve repercussão no meio cultural e educacional do Rio Grande do Norte. Ela integrou a Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão (TAM) e atuava como professora de dança nos colégios Salesiano São José e Dom Bosco. Meses antes do acidente, Gislâne havia sido eleita Rainha do Carnaval de Parnamirim no ano de 2019.