Ainda atual, a frase de Cascudo: “Natal não consagra, nem desconsagra ninguém”. O folclorista conterrâneo Veríssimo de Melo dizia que a terra só homenageava quem vinha de fora.
Conterrâneo
Um exemplo é o potiguar Oscar Schmidt (2,05 de altura), nascido em Natal no dia 16 de fevereiro de 1958, onde começou a sua história vitoriosa. Ele é o maior nome do basquete masculino no Brasil.

Hall da fama. Em 2013, Oscar recebeu uma das maiores honrarias que podem ser dadas a um jogador de basquete: lugar no seleto grupo de jogadores que fazem parte do Hall of Fame, do basquete, em Springfield, Massachusetts, nos Estados Unidos.
O natalense
Mesmo famoso, Oscar não nega as suas origens. Durante quatro anos estudou no Salesiano São José, em Natal. Filho de oficial da Marinha, na infância preferia “peladas” próximas a Vila Naval, no Alecrim, brincava de carrinho de rolimã e jogava botão. Depois, veio a paixão pelo basquete, chegando às quadras do mundo inteiro, tornando-se um dos atletas mais importantes do esporte.
A volta
Ele recorda em depoimento, a emoção de voltar a cidade de Natal em 2016 e correr com o fogo olímpico nas principais ruas, quando saboreou comidas típicas, como queijo de coalho, manteiga de garrafa, feijão de corda, carne de sol.
Mão Santa
Chamado de Mão Santa” foi o principal marcador nos Jogos Olímpicos de Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996. Ninguém marcou mais pontos que ele em Olimpíadas: 1.093. Oscar também é o maior cestinha de uma partida de Jogos Olímpicos, com 55 pontos contra a Espanha, em Seul.
Recusa da glória
Em 1984, Oscar foi convidado para jogar na NBA, a maior liga do esporte global e sonho de qualquer atleta. O convite veio do New Jersey Nets (atual Brooklyn Nets). Michael Jordan foi escolhido pelo Chicago Bulls, nesta mesma época. Mas, Oscar recusou. Preferiu ficar com a camisa 14 da seleção brasileira.
Apelo
Um filho da terra potiguar, com tamanho reconhecimento mundial, nunca recebeu uma homenagem significativa na terra onde nasceu. Ainda há tempo da. Prefeitura de Natal, entidades públicas e privadas unirem-se na construção de monumento a um dos maiores ídolos do basquete mundial. Afinal, o mundo consagra Oscar e não se justifica que Natal se omita.