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Compras
No Natal, consumidor potiguar deve pisar no freio, segundo Fecomércio
Na capital potiguar, 55% dos consumidores pretendem usar o dinheirinho extra para comprar presentes, 12 pontos percentuais a menos do que o ano passado
Redação
22/12/2020 | 06:48

Pagar as contas em atraso ou fazer as compras de Natal, aproveitando o 13º salário. Uma dúvida e tanto para milhares de consumidores no último mês do auxílio emergencial do governo federal. Em Natal, 55% dos consumidores pretendem usar o dinheirinho extra para comprar presentes, segundo uma sondagem do Departamento de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos da Fecomércio RN (DEES).

O número é quase 12 pontos percentuais menor que em 2019, quando 67,1% tinham pretensões de adquirir produtos para a data. A pesquisa, realizada entre os dias 20 de novembro e 1º de dezembro, ouviu mais de 1.100 pessoas para saber a intenção de compras no período natalino. Do total pesquisado, 34,3% disseram que darão preferência ao pagamento de contas, enquanto 31,1% declararam que pretendem poupar, enquanto 19,4% pretendem guardar o dinheiro para pagar os compromissos de janeiro, quando os boletos se avolumam.

Roupas e brinquedos estão na mira da maioria dos consumidores, mas uma parcela grande deles deve comprar calçados (16,9%), perfumes e cosméticos (15,1%) e eletrônicos (7,5%). A sondagem também verificou que em Natal, de cada dez pessoas, seis (60,8% dos entrevistados) pretendem comprar até três produtos, enquanto 38,9% quatro ou mais itens.

O ticket médio do consumidor natalense nas compras será de R$ 316,27, um valor 1,8% maior que o registrado no ano passado (R$ 310,67). Como sempre, o menor preço terá preferência. E, para isso, haja sola de sapato, pois mais de 70% dos consumidores afirmaram que farão pesquisa de preço.

Como esperado, o cartão de crédito será usado por mais de 50% dos entrevistados. Quanto aos locais para comprar, em Natal, os shoppings são a preferência de 53% dos consumidores. Em segundo lugar aparece o comércio de rua (27,7%), seguido das compras pela internet (16,6%), em sites ou aplicativos de lojas nacionais (67,2%) ou lojas locais (32,8%).

Neste ano, quase 60% dos consumidores natalenses afirmaram que pretendem comemorar a data em casa. Apenas 15% manifestaram a intenção de viajar neste final de ano; desses, a maioria pretende visitar destinos no próprio Rio Grande do Norte.

Para o economista natalense Ricardo Valério, o primeiro passo para quem quer fazer o uso racional do 13º salário é olhar a situação financeira como um todo – se ela está equilibrada ou bagunçada. No caso de dívidas, o economista recomenda pagar primeiro as mais onerosas com as do cartão de crédito e do cheque especial, que são verdadeiros vilões da economia popular.

“Mas se as contas estiverem em ordem, a recomendação é ir às compras com parcimônia, já que ainda vivemos em plena pandemia”, acrescenta.
Vale salientar que, até o fim deste mês, o pagamento do 13º salário deve injetar até R$ 2,4 bilhões na economia do Rio Grande do Norte, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Cenário nacional

Nacionalmente, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 9,3 milhões de brasileiros pretendem ir às compras na última semana que antecede o Natal. A enquete, que consultou cerca de mil pessoas na segunda quinzena de outubro, mostra que a parcela dos que planejam comprar na semana do Natal é praticamente a mesma de 2019, cerca de 10% dos entrevistados.

A diferença está no peso do principal motivo para postergar as compras. Neste ano, mais da metade (61,2%) vai usar essa estratégia para encontrar alguma promoção e economizar. Em 2019, eram 47,7%.

Além de deixar as compras para a última hora em busca de pechinchas, a pesquisa mostra que a intenção de gasto médio com alimentos e bebidas no Natal diminuiu 10% este ano, ante 2019. A expectativa de desembolso é de R$ 225.

Gastar menos especialmente com alimentos e bebidas num ano em que a comida foi a vilã da inflação não será nada fácil para o consumidor. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que o Natal de 2020 terá a maior inflação dos últimos cinco anos.

Os preços de um grupo de 214 produtos e serviços mais consumidos neste período do ano subiram 9,4% nos 12 meses encerrados em novembro. É mais que o dobro da inflação geral do mesmo período pelo Índice Preços ao Consumidor Amplo, de 4,3%. O cálculo, feito pelo economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, considerou os preços que entram na apuração do índice oficial de inflação do IBGE.

Em 2015, a inflação de Natal atingiu 11% e os preços dos alimentos natalinos subiram 12,9%. Agora, esses alimentos aumentaram 16% em 12 meses até novembro. Só o peru, um dos ícones da data, ficou 11,21% mais caro no período, segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas).

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