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Laudo

Laudo da PF diminui chance de domiciliar a Bolsonaro

Documento foi solicitado por Alexandre de Moraes e será analisado após manifestação da PGR sobre pedido de prisão domiciliar
Redação
09/02/2026 | 13:10

A Polícia Federal atestou em laudo médico que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem recebido tratamento médico adequado no 19º Batalhão da Polícia Militar no Complexo da Papuda, conhecido como “Papudinha”. As informações são do analista Teo Cury, no CNN Novo Dia, que afirmou que o resultado reduz as chances de concessão do regime domiciliar solicitado pela defesa.

O laudo médico foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que condicionou sua decisão sobre o pedido de prisão domiciliar à avaliação de peritos independentes da Polícia Federal. Na decisão que determinou a transferência de Bolsonaro da superintendência da PF para a Papudinha, o ministro indicou três possibilidades a serem consideradas pelos médicos: necessidade de transferência para domiciliar, manutenção no atual local ou transferência para uma penitenciária hospitalar.

Bolsonaro
Laudo da Polícia Federal avalia condições de saúde de Jair Bolsonaro no Complexo da Papuda - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

De acordo com a perícia, embora o ex-presidente apresente problemas de saúde, estes podem ser adequadamente tratados dentro da própria Papudinha, onde há uma equipe médica multidisciplinar disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. O cenário difere do atendimento que Bolsonaro tinha na superintendência da Polícia Federal, com condições distintas de acompanhamento médico.

Com o laudo, caberá ao ministro Alexandre de Moraes tomar uma decisão após ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR). Não há prazo definido. Segundo o analista, a tendência é que o ex-presidente permaneça no complexo penitenciário por pelo menos um médio prazo, já que o argumento central do pedido de prisão domiciliar seria a necessidade de cuidados médicos que não pudessem ser oferecidos no local de detenção atual.

Paralelamente ao pedido de prisão domiciliar, há expectativa de manifestação da PGR ainda neste semestre sobre outras investigações já concluídas pela Polícia Federal que envolvem Jair Bolsonaro. Entre elas estão o caso das joias sauditas, no qual o ex-presidente foi indiciado com outras 11 pessoas em julho de 2024; o caso da ABIN paralela, que envolve monitoramento ilegal de autoridades e opositores; e o caso de importunação sexual envolvendo o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.

Segundo apuração, a decisão da PGR sobre denunciar ou não os investigados deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026, fora do período eleitoral do segundo semestre.