O vereador Kleber Fernandes (Republicanos) tem demonstrado preocupação acerca do reordenamento, reestruturação e readequação dos bairros da Ribeira, Cidade Alta e Centro da cidade. O parlamentar levantou novamente o tema após repercussão na imprensa sobre o arrombamento e saque na antiga Lojas Americanas, na Avenida Rio Branco, no fim do mês passado.
Segundo Kleber, com o crescente número de lojas fechadas na região, e consequentemente diminuição no fluxo de lojistas e clientes, os prédios fechados se tornam alvo de vandalismo. “Precisamos reocupar essas regiões da cidade e fortalecer o comércio local”, alertou.

Para o parlamentar, é preciso haver o diálogo e a participação ativa dos moradores e comerciantes, identificar as necessidades e prioridades do bairro e desenvolver planos de revitalização e reordenamento que sejam inclusivos, sustentáveis e culturalmente sensíveis. “Nós já realizamos audiência pública sobre o tema, visitamos os espaços in loco, conversamos com especialistas. O poder público pode estabelecer parcerias com o setor privado para revitalizar o bairro comercial, promovendo investimentos em segurança, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Isso pode incluir a realização de projetos de urbanização, construção de espaços públicos de lazer e entretenimento, e promoção de iniciativas culturais e turísticas que valorizem a identidade e o potencial econômico do bairro. Lembrando que a Prefeitura do Natal já está realizando obras na região, como a requalificação da Rua João Pessoa”, disse.
Além da Cidade Alta, o vereador Kleber Fernandes já levou o bairro do Alecrim ao centro do debate, na Câmara Municipal do Natal. Sobre o reordenamento da região, Kleber cita que é preciso realizar uma avaliação detalhada da infraestrutura de transporte e estacionamento. “Isso inclui identificar os pontos de congestionamento, as áreas de estacionamento insuficiente e os problemas de acesso aos comércios locais”. E complementa, “Com base na avaliação da infraestrutura existente, é necessário desenvolver um plano de reordenamento urbano que leve em consideração as necessidades de mobilidade, acessibilidade e segurança dos pedestres e motoristas. Isso pode envolver a criação de novas áreas de estacionamento, a reorganização do tráfego de veículos e a melhoria da sinalização viária”, citou.
Para Kleber, o poder público também deve unir esforços para minimizar os impactos na redução das vendas e lucros do comércio. “Nós sabemos, por exemplo, que a obra da Ponte de Igapó está se estendendo devido à nova intervenção, desta vez com as obras realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), prejudicando o comércio no bairro do Alecrim. Para empresários e trabalhadores, os serviços afetam a chegada de colaboradores e eventuais clientes. O faturamento teve queda de pelo menos 30% a 40% com as obras, segundo estimativas da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba)”, lembrou.
Ribeira e sua história
O bairro da Ribeira também foi tema de debate na CMN, após imagens criadas através da inteligência artificial pelo auditor fiscal Ronkaly Souza viralizarem nas redes sociais. O parlamentar também tem se destacado nas reuniões e visitas ao bairro histórico.
Para o parlamentar, os prédios históricos podem ser reocupados de diversas maneiras, como espaços culturais, centros de artes, galerias, lojas, restaurantes ou escritórios. “O poder público pode promover parcerias com instituições culturais, empresas e organizações sem fins lucrativos para estimular o uso desses espaços de forma criativa e sustentável”, disse.
No caso da Ribeira, os comerciantes que ainda resistem na região citam a insegurança como um dos fatores para afastar a clientela. “Neste caso, nosso mandato liderou uma reunião com o Comando Geral da Polícia Militar e a Guarda Municipal, que garantiram readequar o policiamento e rondas para garantir a segurança no local”, comentou.
“Sabemos que no caso da Ribeira há uma preocupação a mais, que são a adequação e o respeito às normas de acessibilidade e a necessidade de planejamento para vagas de estacionamento. Por isso, precisamos nos empenhar porque os bairros históricos têm um enorme potencial para o turismo cultural, atraindo visitantes interessados em explorar sua história, arquitetura e cultura”, finalizou.