O advogado Erick Pereira, que atua na defesa do candidato ao Senado Federal Carlos Eduardo Alves (PDT), explicou em vídeo nesta quarta-feira 17 qual o objetivo da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) protocolada na Justiça Eleitoral contra Rogério Marinho (PL). Para ele, a ação tem o objetivo de investigar se Rogério beneficiou apenas os “amigos do rei” enquanto era ministro de Desenvolvimento Regional.
“O objetivo dessa ação de investigação eleitoral é evitar discriminação, evitar que verbas federais apenas sejam direcionadas para amigos do rei. Só vai para quem apoia o atual governo federal. Nós queremos, com essa investigação, que se levante porque não está sendo distribuído de forma igual. Todos os municípios devem receber de forma proporcional, igual, e não fazer como vem sendo feito, direcionada e escolhida pelo candidato do Governo Federal”, afirmou o advogado.

E continua: “Essa discriminação tem que ser combatida. Ela quebra o princípio da igualdade, quebra o equilíbrio da eleição. Os indícios são que existem direcionamentos dentro dessa distribuição, privilegiando uns em detrimento de outros. Precisamos combater essa forma de discriminar os municípios que não estão apoiando o atual Governo Federal. Por que os amigos do rei têm direito a essa verba, e não todos que fazem parte do Rio Grande do Norte?”
Advogado de Rogério nega “discriminação” de prefeitos
O advogado Felipe Cortez, que representa o candidato ao Senado Rogério Marinho (PL), rebateu as declarações do advogado Erick Pereira, representante do candidato adversário Carlos Eduardo Alves (PDT), sobre a ação protocolada na Justiça Eleitoral que aponta possível ato de abuso de poder político e econômico por parte de Rogério quando era ministro do Desenvolvimento Regional.
Em um vídeo gravado nesta quarta-feira 17, Felipe Cortez afirma que, ao arrolar como testemunhas no processo prefeitos adversários de Rogério Marinho, a ação de Carlos Eduardo demonstra que não houve discriminação por parte do então ministro na destinação de verbas para o Rio Grande do Norte. “Não houve nenhuma discriminação. A ação serve apenas de palanque eleitoral”, afirma o advogado.
Felipe Cortez ainda argumenta que “a ação tenta convencer o Poder Judiciário que Rogério Marinho fez, pelo poder que detinha junto à administração federal, uma mudança na lei federal que rege a Codevasf para incluir na seara de competências da companhia, o estado do RN”.