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Tecnologia
Instituto Senai de Inovação se reinventa com saída da Petrobras
Criado em 2012 para servir de ponte entre o meio acadêmico e as necessidades do empresariado, a partir de pesquisa aplicada e desenvolvimento de novos produtos, o novo Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis do RN foi apresentado oficialmente nesta sexta-feira 6
Redação
07/11/2020 | 05:14

Uma nova versão do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis do Rio Grande Norte (ISI) foi apresentada nesta sexta-feira 6 para diretores da Federação da Indústria, empresários e convidados.

A montagem da estrutura, que começou há pouco mais de um ano, sofreu atrasos por conta da pandemia, mas os resultados impressionaram um grupo de diretores da Fiern que visitou as instalações novas e remodeladas.
Mostradas pelo presidente da Fiern, Amarao Sales, tendo como cicerone o diretor do ISI, Rodrigo Mello, as novas atribuições do Instituto não só preenchem muitas lacunas técnicas de produção deixadas com a saída da Petrobras do Rio Grande do Norte, como passou a prestar serviços para a estatal e outras grande companhias.

Criado em 2012 para servir de ponte entre o meio acadêmico e as necessidades do empresariado, a partir de pesquisa aplicada e desenvolvimento de novos produtos com soluções customizadas, o ISI é bastante diferente do que já foi.

“Com modificações físicas que criaram novas áreas de trabalho, mas, principalmente, pesados investimentos tecnológicos na contratação de pessoal de alto nível, o novo ISI-ER está pronto para qualquer demanda”, resume Rodrigo Mello.

E isso inclui análises aerodinâmicas, de materiais e compósitos, energia solar, sustentabilidade de água, ar e gás e tudo o mais que diga respeito à energia eólica.

Depois de R$ 14 milhões de investimentos, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), resultado do enxugamento de um orçamento original de R$ 26 milhões, e uma ajuda providencial de R$ 6 milhões da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o novo Centro de Tecnologia do Gás e Energias Renováveis, segundo admitiram os diretores da instituição, mudou a estrutura toda “da água para o vinho”.

Ou, como comentou um dos convidados, Gabriel Calzavara de Araújo, presidente do Sindicado da Pesca do Rio Grande do Norte (Sindipesca), “é o sinal de que a saída da Petrobras tirou o estado da área de conforto e nos apresentou desafios que representarão progresso no futuro”.

O túnel de vento e o laboratório estão entre os principais equipamentos instalados ali e dedicados a pesquisa, desenvolvimento, inovação e prestação de serviços direcionado principalmente ao setor eólico.

“O nosso [túnel de vento], aliás, é único no país”, orgulha-se Rodrigo Mello.
Depois de uma reforma em tempo recorde, a despeito da pandemia, até uma grande área para a incubação de empresas foi criada, além de coworking, áreas de depósito de equipamentos de campo e laboratórios totalmente remodelados.

Áreas antigas foram adaptadas para atender o público de maneira mais rápida e eficiente. “E isso depois do instituto participar do desenvolvimento para a produção de respiradores e se envolver em outras ações de combate à pandemia”, ressalta Mello.

A partir de um passo a passo oferecido por ele durante um passeio pelas instalações, a diretoria da Fiern foi conhecendo cada novo setor, cada novo equipamento instalado e apresentados a uma parte da equipe composta por profissionais do doutorado e pós doutorado.

Tudo isso, que já está aberto aos empreendedores, começarão a ser mais bem conhecidos a partir do ano que vem.

Entre os muitos objetivos do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis do Rio Grande Norte em sua versão 2.0, o plano é oferecer ao mercado eólico, em particular, a possibilidade de calibração de anemômetros e sensores de direção em Natal, próximo aos padrões de grande parte dos parques eólicos em operação no Brasil. “Imagina a economia que disso resultará”, afirma Mello. Ou, como ele mesmo define, “um hub abrigando toda a estrutura e diversidade de serviços e produtos voltados a inovação do setor, ampliando a capacidade de atrair empresas e instituições com circulação prevista para mais de 1.5 mil pessoas por dia.

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