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Economia

Indústria do Mercosul defende integração produtiva e agenda externa em declaração conjunta

Documento apresentado no Panamá ressalta acordos comerciais e inovação; presidente da Fiern, Roberto Serquiz, destaca papel da indústria de transformação e potencial do Rio Grande do Norte
Redação
02/02/2026 | 17:01

O Conselho Industrial do Mercosul (CIM) divulgou, nesta quinta-feira 29, uma declaração conjunta com recomendações aos governos dos países do bloco para fortalecer a integração produtiva, ampliar a inserção internacional e elevar a competitividade regional. O texto foi apresentado durante reunião realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, no Panamá, e reúne a visão das entidades industriais da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, integrou a missão empresarial organizada pela CNI e participou das discussões no Fórum. Segundo Serquiz, o fortalecimento da indústria de transformação é estratégico para ampliar a produção nacional e a competitividade externa. Para ele, a presença no evento internacional reforça a necessidade de o Brasil intensificar sua atuação nos mercados globais. “O país precisa ampliar mercados, e o Rio Grande do Norte tem potencial para contribuir de forma efetiva nesse processo”, afirmou.

ConselhoMercosul
Roberto Serquiz com lideranças de países caribenhos - Foto: Divulgação

Na avaliação do Conselho Industrial do Mercosul, a integração econômica regional é essencial para ampliar oportunidades de comércio e investimento, estimular a inovação e promover o desenvolvimento sustentável, especialmente em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, reconfiguração de cadeias produtivas e desafios associados à transição energética. O documento destaca que o Brasil exerce papel estratégico nesse processo por ser o principal exportador de bens no comércio intrarregional da América Latina.

Entre as prioridades elencadas pelo CIM está o avanço da agenda externa do Mercosul. O Conselho reiterou apoio à assinatura e à entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia, além de tratados com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Singapura. Também defendeu maior diálogo com o setor privado para a definição de prioridades nas negociações comerciais e a redução de barreiras ao comércio intrazona.

A declaração enfatiza ainda a necessidade de aprofundar a integração regional por meio de ações voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento das cadeias produtivas, com simplificação regulatória e maior participação de pequenas e médias empresas nos fluxos regionais e globais. Segundo o texto, as entidades industriais se comprometem a atuar de forma coordenada com os governos do bloco, com um cronograma de ações e metas concretas para elevar a competitividade do Mercosul no comércio internacional.

A reunião do Conselho Industrial do Mercosul integrou a programação da Missão Empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, liderada pela CNI, que reuniu mais de 100 empresários brasileiros no Panamá entre os dias 27 e 30. Durante o encontro, a CNI também lançou uma consulta empresarial para mapear os desafios que limitam a participação feminina no comércio exterior na região, iniciativa coordenada pelo Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME), em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a OCDE.