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Investigações

Indiciado pela PF, Juscelino Filho afirma inocência e diz que ação foi “política e previsível”

Ministro das Comunicações é investigado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, segundo a Polícia Federal
Redação
12/06/2024 | 14:00

Após ser indiciado pela Polícia Federal (PF), o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União-MA) disse em nota, nesta quarta-feira 12, que sua inocência será comprovada. Ele também classificou a ação como “política e prevísível”.

De acordo com as investigações da PF, Juscelino é suspeito de ter cometido os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

ProgramaDefesa de Juscelino Filho afirma que a atuação do ministro - desde que ele era deputado - sempre se pautou "pelo interesse público" | Foto: Agência Brasil
Indiciado pela PF, Juscelino Filho afirma inocência e diz que ação foi “política e previsível” - Foto: Agência Brasil

“É importante lembrar que o indiciamento não implica em culpa. A Justiça é a única instância competente para julgar, e confio plenamente na imparcialidade do Poder Judiciário. Minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados”, diz o ministro no comunicado.

Leia também: Sinsp-RN faz denúncia e aponta supostas irregularidades nos gastos com educação

Em outro trecho, Juscelino afirma que “o indiciamento é uma ação política e previsível, que parte de uma apuração que distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito”.

Segundo ele, a investigação “parece ter se desviado de seu propósito original” e “concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos.”

O indiciamento da PF trata de participação em suposto esquema de desvios de emendas parlamentares via Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

As conclusões foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira 11. O relator é o ministro Flávio Dino, ex-colega de Juscelino no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto era ministro da Justiça antes de ser indicado à Suprema Corte.

O documento será encaminhado para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o procurador-geral decida se denuncia, arquiva ou solicita novas diligências à PF.

Os crimes pelos quais o Juscelino foi indiciado são:

  • Fraude a licitação;
  • falsidade ideológica;
  • violação de sigilo em licitação;
  • corrupção passiva;
  • lavagem de dinheiro;
  • integrar organização criminosa.

Fonte: CNN

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