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Hantavírus

Hantavírus provoca surto em cruzeiro

Doença transmitida por roedores pode causar quadro grave respiratório; autoridades monitoram passageiros e tripulação
Por O Correio de Hoje
05/05/2026 | 13:16

Um conjunto de infecções por hantavírus foi identificado entre passageiros e tripulantes de um cruzeiro que partiu de Buenos Aires com destino ao sul da América do Sul. A ocorrência mobilizou equipes de saúde e levou à adoção de medidas de monitoramento e investigação ao longo do trajeto.

De acordo com informações divulgadas, a infecção é causada por um patógeno transmitido por roedores e ocorre, principalmente, pela inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente. A doença, considerada rara, costuma surgir em surtos associados a áreas rurais ou locais onde há contato com habitats de roedores.

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Casos de hantavírus foram verificados entre passageiros e tripulantes de cruzeiro que partiu de Buenos Aires rumo ao sul da América do Sul Foto: Reprodução/Tv Globo

Durante a viagem, passageiros apresentaram sintomas e precisaram ser avaliados. Parte deles foi encaminhada para atendimento médico após o desembarque em Ushuaia, na Argentina. As autoridades sanitárias passaram a acompanhar os casos e realizar exames laboratoriais para confirmação da infecção.

O primeiro caso conhecido no navio envolveu uma passageira norte-americana de 70 anos, que morreu após apresentar sintomas como febre e mal-estar. A investigação indica que ela pode ter sido a primeira vítima da doença a bordo. Outros casos foram registrados entre pessoas que tiveram contato próximo com a paciente.

Segundo especialistas, o hantavírus pode provocar uma síndrome pulmonar grave, com comprometimento respiratório progressivo. Entre os sintomas iniciais estão febre, dor de cabeça e dores musculares, que podem evoluir para dificuldade respiratória devido ao acúmulo de líquido nos pulmões.

A transmissão ocorre quando partículas contaminadas por fezes, urina ou saliva de roedores são inaladas. Também há possibilidade de infecção por meio do contato com superfícies contaminadas. Em alguns casos específicos, há relatos de transmissão entre humanos, embora isso não seja comum.

O período de incubação pode variar, e os sintomas costumam surgir dias ou semanas após a exposição. Em situações mais graves, o quadro pode evoluir rapidamente, exigindo internação e suporte intensivo.

As autoridades de saúde reforçam que, apesar da gravidade potencial, a doença não é considerada altamente transmissível entre pessoas. Ainda assim, medidas de prevenção são recomendadas, especialmente em ambientes onde há risco de contato com roedores.

Entre as orientações estão evitar a inalação de poeira em locais fechados ou pouco ventilados, manter a higiene de ambientes e impedir o acesso de roedores a áreas habitadas. A limpeza deve ser feita com cuidados específicos para evitar a dispersão de partículas contaminadas.

O episódio no cruzeiro segue sob investigação, com acompanhamento dos passageiros e tripulantes que possam ter sido expostos. Até o momento, os casos são tratados como pontuais, mas reforçam a importância da vigilância em viagens internacionais e em ambientes compartilhados.

Especialistas destacam que surtos de hantavírus são incomuns, mas podem ocorrer quando há condições favoráveis à proliferação de roedores e exposição humana ao vírus. A detecção precoce e o monitoramento são fundamentais para reduzir riscos e evitar agravamentos.