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RN
Governo realiza estudos para novo porto que viabilizará usinas offshore
Instalação de parques eólicos offshore exige área portuária que possa servir também como área de produção de equipamentos para as torres. Isto é necessário devido à dificuldade de transportar componentes das usinas, como as torres e pás dos aerogeradores
Redação
24/12/2020 | 09:43

O Governo do Estado discute a instalação de infraestrutura para atrair investimentos e usinas de produção de energias renováveis offshore (no mar) do Rio Grande do Norte. Estudos já realizados apontam o litoral do RN como a área mais viável em todo o país. As condições geográficas e de vento superam outros estados e regiões. Este assunto foi discutido nesta quarta-feira 23 pela governadora Fátima Bezerra com os secretários de estado do desenvolvimento econômico, Jaime Calado, da Infraestrutura, Gustavo Coelho, da Tributação, Carlos Eduardo Xavier e com o professor e pesquisador da UFRN Mario González, que coordena grupo de trabalho naquela instituição.

“Como parlamentar sempre me angustiei com a falta de infraestrutura do RN para que possamos dar um salto no desenvolvimento e na produção econômica em escala. Nosso estado tem fortes ativos como sal, calcário, ferro e gás. Mas ao longo de décadas somos reféns da falta de infraestrutura adequada. O resultado é que perdemos investimentos e competitividade até para vizinhos como Pernambuco e Ceará”, apontou a governadora Fátima Bezerra.

Fátima Bezerra ressaltou, ainda, a necessidade de dar continuidade ao trabalho iniciado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) com a finalidade de criar infraestrutura portuária para o estado. “Essa iniciativa que tomamos agora é de fundamental importância para a economia e para o futuro. No que depender da governadora vamos dar todo incentivo para levar os estudos adiante. E com a participação da UFRN vamos elaborar um estudo de viabilidade consistente e seguro apontando os caminhos para atrairmos investimentos em energia limpa e escoar nossa produção, corrigindo uma lacuna de décadas. Vamos à luta e ao trabalho”, afirmou a chefe do executivo estadual.

A instalação de parques eólicos offshore exige área portuária que possa servir também como área de produção de equipamentos para as torres. Isto é necessário devido à dificuldade de transportar componentes das usinas, como as torres e pás dos aerogeradores que podem medir até 260 metros de comprimento, o que dificulta e onera o transporte por via terrestre. O secretário da Sedec, Jaime Calado, destacou a instalação de um novo porto como “fundamental e estruturante para o RN. Estamos diante de uma nova fronteira econômica para o Rio Grande do Norte com o offshore. Seis estados no Brasil têm potencial. Destes, o RN hoje está em vantagem pelas condições naturais que possui”, ponderou.

O secretário explicou que já há um grupo de trabalho, com participação do Idema, órgão que emite as licenças ambientais, atuando para definir a melhor localização e modelagem para o porto. O titular da Infraestrutura, Gustavo Coelho, reiterou a importância do estado oferecer condições adequadas para instalação de novos empreendimentos que proporcionem o crescimento das atividades econômicas e oportunidade de renda e trabalho.

Especialista e consultor em energia, o senador Jean Paul Prates também participou da reunião, no auditório da Governadoria, e disse que nos próximos 10 anos o RN se apresenta como detentor das melhores condições para empreendimentos offshore do país e do mundo. “Temos condições geográficas e climáticas. Precisamos definir a melhor localidade e a viabilidade do porto ser multiuso”.

O professor Mario Gonzales reforçou a vantagem competitiva do RN: “Em terra nosso vento já é bom, no mar, melhor ainda”. Gonzales vem realizando um amplo trabalho sobre as potencialidades do litoral do estado para a produção de energia offshore.

INVESTIMENTOS

A empresa chinesa Mingyang demonstrou interesse em investimentos em energia eólica offshore no RN e na instalação de uma fábrica de componentes (inicialmente onshore) no Brasil – a união destes fatores consolidaria a liderança nacional do RN também no mercado offshore. Em reunião com a governadora, o vice-diretor da empresa, Larry Wang, confirmou o interesse na instalação de projeto-piloto de 50 a 100 mw na costa potiguar no próximo ano, e projeto de 2 gw em até 5 anos.

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