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Recondução

Fugitivos de Mossoró não entregarão comparsas do CV, acredita PF

Integrantes da PF que atuaram na caçada aos dois fugitivos de Mossoró, que integram o CV, apontam motivo para pessimismo no interrogatório
Redação
05/04/2024 | 20:11

Integrantes da Polícia Federal (PF) que atuaram na caçada a Deibson Nascimento e Rogério Mendonça acreditam que os fugitivos de Mossoró, finalmente capturados nesta quinta-feira 4, não vão colaborar com o interrogatório planejado pelo Ministério da Justiça. A informação é do colunista do Metrópoles, Paulo Capelli.

A intenção da PF é desvendar todos os detalhes da fuga e obter nomes de comparsas, sobretudo do Comando Vermelho (CV), que auxiliaram a dupla.

Rogério Mendonça e Deibson Nascimento - Foto: Cedida/Polícia Federal
Rogério Mendonça e Deibson Nascimento - Foto: Cedida/Polícia Federal

Não há otimismo, contudo, sobre eventual postura colaborativa dos criminosos, que integram o CV. Isso porque, presos e sem previsão de redução da pena, Nascimento e Mendonça não teriam estímulo suficiente para entregar os cúmplices. “A chance de falarem é praticamente zero”, avaliou um membro da PF que atua no caso.

Além de nomes, o Ministério da Justiça tentará obter, da dupla, informações que possam servir para melhorar a segurança dos presídios. E, dessa forma, eliminar as brechas que permitiram a fuga inédita de uma penitenciária de segurança máxima.

A pasta quer desenhar uma espécie de “raio-X” da evasão, etapa por etapa. Desde o momento em que os presidiários perceberam que a fuga era possível até o deslocamento a Marabá, no Pará, onde os criminosos foram pegos.

Deibson Nascimento e Rogério Mendonça foram presos por equipes da PF e PRF em Marabá, a 1,6 mil quilômetros da Penitenciária Federal de Mossoró.

Um dia antes, na quarta-feira 3, a Polícia Federal prendeu, em Fortaleza, um integrante do CV suspeito de auxiliar na fuga. Ele foi identificado como João Victor Xavier da Cunha, de 25 anos.

Com informações do portal Metrópoles

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