As fortes chuvas que atingiram o litoral Norte do Rio Grande do Norte nos últimos dias romperam um trecho da RN-223, em Maracajaú, no município de Maxaranguape, e interromperam o principal acesso às praias de Caraúbas e a empreendimentos turísticos da região. O asfalto cedeu após o transbordamento de duas lagoas, que abriram um grande canal por onde a água segue em direção ao mar.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de mais precipitações para a região nos próximos dias. Moradores relataram que a situação foi provocada após cerca de quatro dias consecutivos de chuva. Segundo eles, o volume de água foi suficiente para encharcar o solo e fazer com que as lagoas transbordassem. Ainda de acordo com os relatos, esta é a segunda vez que um rompimento semelhante ocorre no local, mas desta vez os danos foram maiores.

O chefe de gabinete da Prefeitura de Maxaranguape, Edmilson de Oliveira, informou que a prioridade é conter o fluxo da água para, só depois, iniciar a recuperação da rodovia.
“Houve um transbordo de duas lagoas e a água precisou procurar um caminho. O caminho que ela encontrou foi esse, rompendo o asfalto. Agora estamos fazendo uma contenção dessa água para, em seguida, recuperar a pista”, explicou.
Segundo ele, o serviço depende da redução da vazão.
“Nós só podemos recuperar quando conseguirmos conter essa água que está vindo para cá”, disse.
Principal acesso está interditado
O trecho afetado é considerado o principal acesso à praia de Caraúbas e também a pousadas e outros empreendimentos turísticos da região. Com o rompimento da pista, veículos ficaram impedidos de passar.
Apesar da interdição, alguns motoristas ainda tentavam atravessar a área alagada, o que levou a prefeitura a reforçar a sinalização.
“As pessoas precisam entender que não há condições de passar. Vou pedir ao Demutran que bloqueie a área para evitar acidentes. A força da água é muito grande”, afirmou Edmilson.
Segundo o gestor, crianças e curiosos também passaram a frequentar o local para observar a erosão, comportamento que ele classificou como perigoso.
“Isso não é ponto turístico. É uma área de risco, e a população precisa ter consciência.”
Recuperação depende das condições do tempo
A prefeitura informou que o início da reconstrução da rodovia dependerá da estabilização da situação e das condições climáticas. A expectativa é de que o trabalho de contenção minimize os impactos caso ocorram novas chuvas.
“O forte da chuva, acredito, já passou. Estamos fazendo essa contenção para interromper o fluxo da água e começar a recuperação da estrada”, afirmou o chefe de gabinete.
Toda a água que rompeu a rodovia segue por um canal aberto pela erosão até desaguar no mar, passando pela área do antigo parque aquático Manoa. Enquanto a pista permanecer interditada, o acesso às praias e aos empreendimentos da região seguirá comprometido.