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Crise

Lula cobra STF e PGR por desfecho das investigações sobre o Master: “Que se investigue todo mundo, doa a quem doer”

Presidente defende apuração de todos os envolvidos e afirma que ninguém deve ter blindagem
Agora RN
03/09/2026 | 21:44

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou nesta quinta-feira 3 uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre as investigações relacionadas ao Banco Master. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o presidente afirmou que todos os suspeitos devem ser investigados e criticou vazamentos seletivos.

A manifestação foi a primeira de Lula sobre o caso após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um interlocutor identificado como o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

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Lula cobra STF e PGR por desfecho das investigações sobre o Master: "Que se investigue todo mundo, doa a quem doer" - Foto: Reprodução/Twitter

No vídeo gravado no gabinete presidencial, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a população espera uma condução institucional das investigações.

“Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos. Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem com um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações.”

Sem citar nomes, o presidente afirmou que agentes públicos devem priorizar o interesse coletivo e defendeu mudanças nas instituições.

“A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nossos sistemas político e judiciário precisam de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade.”

A divulgação das mensagens entre Vorcaro e Moraes desencadeou uma crise no STF. Em um dos diálogos, o empresário pergunta ao ministro se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal, em novembro de 2025.

O caso está sob a relatoria do ministro André Mendonça, que solicitou à Polícia Federal um relatório sobre os diálogos entre Vorcaro e Moraes e determinou, na terça-feira 1º, a retirada do sigilo do documento.

No mesmo dia, Lula conversou sobre o assunto com o presidente do STF, Edson Fachin. O presidente também foi procurado pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, que defendeu apoio do governo federal à cúpula da Polícia Federal e afirmou que os desdobramentos envolvendo Mendonça não diziam respeito apenas ao Supremo, mas também ao Poder Executivo, por envolverem a atuação da corporação.

Na quarta-feira 2, Lula reuniu-se com aliados e definiu que futuras manifestações do governo sobre o caso seguiriam a linha de que ninguém está acima da lei.