Reviravolta: Depois de confirmar ontem ao Visor Político que a presidência do Diretório Municipal do PMDB em Natal ficaria sob seu comando, o vereador Felipe Alves recuou. Por meio de nota de esclarecimento, veio a público informar que o partido criará uma comissão provisória no intuito de organizar o processo eleitoral para a escolha do novo diretório em Natal. O documento é assinado por Felipe Alves, Bertone Marinho e Ubaldo Fernandes
A nota enviada pelo vereador, no entanto, não negou o que foi publicado ontem por este blogue. Ao ser questionado se ficaria com a presidência do PMDB municipal, o parlamentar respondeu: “Os vereadores Bertone Marinho e Ubaldo Fernandes me pediram que assumisse e eu aceitei, então esse vai ser o caminho realmente; está confirmado”.

Quem imaginaria que saída de Hermano Morais da presidência do PMDB na semana passada iria provocar tamanho frisson? Para se manter coerente com sua ideia, a de que o PMDB, segundo lugar na disputa para a Prefeitura do Natal em 2012, deve concorrer novamente com candidato próprio, Hermano renunciou a presidência municipal logo no primeiro sinal de aproximação do partido com Carlos Eduardo, através da indicação de Fred Queiroz para a secretaria do Turismo.
Se a renúncia de Hermano foi boa para Henrique, que terá um a menos para ser contra o apoio do PMDB a Carlos Eduardo em 2016, para a imagem dele como presidente estadual do PMDB foi no mínimo ruim. Isso porque a quase ascensão Felipe Alves para a presidência do diretório, ele que é um Alves, reforça a imagem do partido como “propriedade” da família Alves na política do RN, assim como afirmam os críticos.
Os reflexos disso já começaram a aparecer dentro do próprio partido. Em entrevista à Rádio Cidade na manhã de hoje o vereador Bertone Marinho (PMDB) declarou que no processo de aproximação administrativa do partido com o prefeito Carlos Eduardo o diretório municipal do partido não foi consultado.
“Não houve o que há de mais essencial em uma democracia: a conversa, o diálogo. Eu acho que faltou no PMDB e está gerando um pouco de insatisfação”. Bertone ainda defendeu que a candidatura tem que ser uma decisão tomada em conjunto, dentro do partido, e não “em Brasília”.
