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Imunização
Anvisa decide no domingo sobre aval para vacinas contra a Covid
Butantan e Fiocruz entraram com pedidos para a liberação da Coronavac e da vacina de Oxford na semana passada
Redação
13/01/2021 | 06:44

A Anvisa informou nesta terça-feira 12 que está prevista para o próximo domingo 17 a reunião de sua Diretoria Colegiada que decidirá sobre pedidos de autorização para uso emergencial, temporário e experimental das vacinas do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) contra a Covid-19. A data é o penúltimo dia do prazo estabelecido pela própria agência como meta para análise dos pedidos.

”Faz-se necessária a entrega, em tempo hábil para análise, dos documentos faltantes e complementares”, disse a agência, em comunicado. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entregou na sexta-feira 8 seu pedido de uso emergencial da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. O pedido vale para 2 milhões de doses, que devem ser importadas do laboratório Serum, sediado na Índia.

Segundo a Anvisa, o prazo para a análise do pedido de uso emergencial é de dez dias. Já a avaliação do pedido de registro definitivo, que não foi feito, pode ocorrer em até 60 dias. Também na última sexta, a Anvisa já havia recebido o pedido de uso emergencial da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

O pedido vale para 6 milhões de doses que o Butantan recebeu prontas, vindas da China. O prazo para análise é o mesmo: dez dias. Em meados de dezembro, a Diretoria Colegiada da agência aprovou as regras para a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a doença causada pelo coronavírus.

Na terça, após pressão de cientistas e jornalistas, o governo de São Paulo e o Instituto Butantan a taxa de eficácia geral da Coronavac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

A taxa que considera a análise de todos os voluntários infectados pela covid é de 50,38%. O número é inferior ao apresentado na semana passada pelo governo paulista, de 78%, pois, como foi revelado anteriormente, a taxa referia-se somente a um recorte do estudo: ao grupo de voluntários que manifestaram casos leves de covid, mas com necessidade de atendimento médico.

Cientistas presentes no anúncio evidenciaram que o número mais baixo não deve ser visto como preocupante e ressaltaram a importância de uma vacina segura e disponível no país.

“2020 foi o ano do luto, 2021 será o ano de lutar pela vida. É isso que devemos buscar, e não nos pautar só em números, mas, sim, uma proteção clínica e uma vacinação em massa”, disse Sérgio Cimerman, infectologista do Instituto Emilio Ribas. “A melhor vacina é a vacina que estará à disposição da população”, disse a infectologista Rosana Richtmann.

“Não há justificativa nenhuma para que não se use uma vacina que está disponível no Brasil, é fácil de distribuir e que tem ótima relação de custo-beneficio”, disse Natalia Pasternak, bióloga e fundadora do Instituto Questão de Ciência.

“Não é a melhor vacina do mundo, é a vacina possível, é uma boa vacina e é uma vacina que certamente vai iniciar o processo de sairmos da pandemia. Isso não quer dizer que depois dela não poderão entrar outras. Se essa vacina é o começo, vamos começar?”, questionou.

Na avaliação de cientistas especialistas em imunização, vacinas como a Coronavac, que usam o vírus inativado em sua formulação, estão entre as imunizações mais seguras e bem estudadas disponíveis, além de serem de fabricação mais simples e manutenção viável em um país de clima mais quente como o Brasil.

“É uma vacina que não traria surpresas ruins, e os resultados apresentados corroboram isso. É uma plataforma segura”, disse o infectologista pediátrico Marco Aurélio Sáfadi, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), também presente no anúncio nesta terça.

A taxa de eficácia geral é o principal indicador medido pelo estudo da Coronavac (o chamado desfecho primário), segundo protocolo da pesquisa. Embora inferior à primeira taxa divulgada, o índice de 50,4% não deve impedir a aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que exige eficácia mínima de 50%.

Na Turquia, a análise interina da Coronavac demonstrou eficácia de 91%. Na Indonésia, onde o imunizante teve uso emergencial aprovado recentemente, ficou em 65,3%. Nos dois casos, a amostra de casos de covid entre voluntários foi bem inferior à do Butantan: de 30 casos analisados em cada país, ante cerca de 220 no Brasil. No sábado, a Anvisa cobrou dados mais detalhados do Butantã para avaliar o pedido de uso emergencial, submetido na sexta-feira.

Janeiro tem alta de 19% nas mortes por Covid-19 no RN

O mês de janeiro registra alta de 19% no número de mortes causadas pela Covid-19 em comparação com o mesmo período de dezembro. Até esta terça-feira 12, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), foram contabilizadas 122 mortes, contra os 102 óbitos nos 12 primeiros dias de dezembro passado. Ao todo, 3.115 potiguares já morreram em decorrência de complicações da infecção do novo coronavírus desde o início da pandemia.

De acordo com os dados da Sesap, a média é de 10, 1 mortes por dia em decorrência da doença. Somente nesta terça-feira, com os dados mais recentes do boletim epidemiológico, foram registradas 17 mortes nas últimas 24 horas. Ainda segundo a Sesap, apenas sete mortes ocorreram nas últimas 24 horas – municípios de Areia Branca, Patu, Parnamirim (2), Riachuelo e Natal (2). O resto das mortes ocorreram em dias anteriores, mas tiveram a confirmação clínica apenas nesta terça-feira 12.

Nas últimas 24 horas, foram confirmados 815 casos de infecção pelo coronavírus, totalizando 125.338 contágios. Com os novos números, o Rio Grande do Norte soma 124.523 infectados desde o início da pandemia. Covid-19.

A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no Rio Grande do Norte é de 70,6% (até 12h desta terça-feira 12). Há 301 pacientes internados em leitos clínicos e críticos. Segundo a Sesap, a Região Metropolitana de Natal apresenta 68,8% dos leitos críticos ocupados, a região Oeste tem 71,8% e a Região Seridó 74,3%.

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