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Manifestação
Ambulantes fazem protesto em primeiro domingo de orla fechada em Natal
Uma das faixas do acesso à Ponte Newton Navarro no sentido Zona Leste - Zona Norte foi interrompida
Redação
28/02/2021 | 13:15

Vendedores ambulantes e donos de quiosques fizeram um protesto neste domingo 28, primeiro dia de vigência da orla fechada em Natal. Os manifestantes fecharam uma das faixas de acesso à Ponte Newton Navarro, que liga as Zonas Leste e Norte da capital potiguar, na altura da Praia do Forte.

Na manifestação, os ambulantes gritavam a frase “queremos trabalhar” e utilizaram pneus e outros objetos para interromper a circulação de veículos na faixa. A Polícia Militar acompanhou o ato e não registrou ocorrências graves.

O protesto foi motivado pelo decreto municipal assinado pelo prefeito Álvaro Dias (PSDB) e publicado neste sábado 27 em edição extra do Diário Oficial do Município (DOM), que restringiu a abertura da orla urbana nos fins de semana e feriados.

O decreto proíbe a concentração, circulação e permanência de pessoas na orla urbana de Natal durante os sábados, domingos e feriados. Os casos excepcionais são para práticas de atividades físicas de forma individual e que não causem aglomerações. Barracas, quiosques e similares das praias podem funcionar de segunda-feira à sexta-feira, mas não nos fins de semana e feriados. Além disso, o documento proibiu a venda de bebidas alcoólicas entre 22h e 6h durante todos os dias da semana.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (SEMDES) estão autorizadas a proceder o fechamento das vias públicas de acesso às praias urbanas. A STTU ficou responsável pela proibição de estacionamento nas proximidades das praias.

Mesmo com a proibição, foi registrado movimentação na Praia de Ponta Negra, como flagrou o repórter fotográfico do Agora RN, José Aldenir, na manhã deste domingo 28. Também foi capturada a ação de fiscalização feita por policiais militares.

Decreto municipal mantém aulas presenciais da rede privada de ensino

O decreto municipal também autorizou a manutenção das aulas presenciais da rede privada de ensino, apesar do decreto estadual que proíbe a atividade. Em Natal, portanto, as escolas particulares têm autonomia de seguir com o ensino presencial.

Conforme o decreto, os pais devem ter o direito de escolher a modalidade melhor aplicada ao aluno, seja do ensino Médio, Fundamental ou Infantil, entre aula presencial e remota. As instituições de ensino superior também têm autorização para abrir e funcionar de forma presencial, sendo indicada a forma híbrida, com opção de aulas remotas.

Já o comércio de rua deve obedecer à restrição de abertura somente a partir das 9h e com fechamento às 17h, nos dias de semana e aos sábados, das 9h às 13h. Supermercados, hipermercados e lojas de atacarejo podem funcionar das 7h às 22h todos os dias da semana; os shoppings das 10h às 21h todos os dias da semana; restaurantes, pizzarias, lanchonetes, bares, food parks e similares podem funcionar a partir das 11h, todos os dias da semana, com o encerramento do atendimento ao público às 22h, e fechamento de suas atividades operacionais até, no máximo, às 23h.

As áreas de lazer dos condomínios residenciais devem permanecer fechadas e sem atividades coletivas, principalmente as piscinas e áreas de churrasqueiras.

Ainda segundo o decreto, a frota de veículos do serviço de transporte público de passageiros pode sofrer alteração a qualquer momento, inclusive com alteração de horários e majoração ou minoração da frota, com o fim de evitar a aglomeração de pessoas nos veículos.

Para a Prefeitura do Natal, a população tem relaxado sistematicamente na utilização das medidas profiláticas, o que tem levado ao agravamento do quadro na cidade, e mais ainda com as recentes aglomerações dos períodos festivos de fim de ano e do feriado do carnaval.

No dia 20 de fevereiro, o Rio Grande do Norte entrou em estado de alerta após o Instituto de Medicina Tropical, da UFRN, confirmar a circulação de duas novas variantes do coronavírus, a P.1, inicialmente identificada em Manaus (AM), e a P.2, registrada no Rio de Janeiro (RJ), às quais são associadas a uma maior dispersão e transmissibilidade do vírus.

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