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Orçamento

Acusado por Guedes de ser “fura-teto”, Rogério Marinho pede mais dinheiro para ministério

Potiguar teve desentendimento com o ministro da Economia no ano passado quando fez pressão para liberação de mais recursos para impulsionar a economia e realizar obras
Redação
18/02/2021 | 09:34

Os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Regional pediram à equipe econômica do governo a liberação de R$ 5,65 bilhões para o combate à pandemia e outras despesas, como enfrentamento de situações de emergência por causa de chuvas. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

O Ministério do Desenvolvimento Regional, comandado por Rogério Marinho, pediu R$ 450 milhões. Cerca de R$ 90 milhões seriam destinados ao socorro e assistência às vítimas de enchentes, R$ 139,3 milhões à reconstrução de infraestrutura danificada, como pontes e bueiros, e R$ 219,7 milhões para levar água a populações rurais do Nordeste por meio de carros-pipa. A pasta diz que não dispõe dos recursos necessários para essas operações.

Acusado por paulo guedes de ser “fura-teto”, rogério marinho pede mais dinheiro para ministério
Ministros Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Paulo Guedes (Economia) - Foto: Edu Andrade / Ministério da Economia

“Cerca de 100 municípios de 16 Estados estão com reconhecimento federal de situação de emergência ou calamidade pública. Os prejuízos estimados com os desastres alcançam R$ 1,7 bilhão. Os recursos do MDR são fundamentais para apoiar as localidades afetadas”, afirma o ministério em nota.

Rogério Marinho teve desentendimento com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no ano passado, quando fez pressão para liberação de mais recursos para impulsionar a economia e realizar obras. Guedes chegou a dizer que Marinho era “desleal” e “fura-teto”.

Já o Ministério da Saúde pediu R$5,2 bilhões para instalar mais leitos de UTI, pagar bônus a médicos e arcar com o custo de testes e outras despesas.

“Para fazer frente aos gastos necessários, não é possível utilizar os recursos previstos no Projeto de Lei de Orçamento Anual, os quais já encontram-se comprometidos até o final do exercício”, informou o Ministério da Saúde ao jornal.

Os créditos extraordinários só podem ser acionados em casos imprevisíveis e urgentes, como guerra ou calamidade pública. Não há consenso sobre se o instrumento pode ser utilizado no caso da pandemia do coronavírus, já que é conhecida há meses.

E, ainda que a crise sanitária seja vista como imprevisível, o governo precisa seguir uma série de regras fiscais para liberar o crédito. A regra de ouro, por exemplo, que impede o endividamento do governo com gastos correntes, dificulta a liberação.

Em 2020, a maior parte das medidas para combater a pandemia foram tomadas por meio de crédito extraordinário. Para liberá-lo, foi elaborada a PEC (proposta de emenda à Constituição) do Orçamento de Guerra, o que flexibilizou as regras.

O governo e o Congresso estão avaliando se é possível utilizar um instrumento similar para liberar, entre outros recursos, o auxílio emergencial, já que as despesas de 2021 do programa não cabem no orçamento.

Em 10 de fevereiro, na abertura da Comissão do Orçamento de 2021, o relator da PEC que trata sobre o tema, senador Márcio Bittar (MDB-AC), disse que “quem tem fome” e que não pode esperar a aprovação de reformas para controlar os gastos públicos. Segundo ele, o prazo para finalizar a análise sobre as contas para este ano é até março.

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