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De saída
Abraham Weintraub deixa o Ministério da Educação depois de insultar Supremo
Em vídeo publicado em suas redes sociais ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o agora ex-ministro da Educação afirma que recebeu convite para ser diretor no Banco Mundial
Redação
19/06/2020 | 05:00

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub anunciou, nesta quinta-feira (18), sua saída do Governo Federal. O presidente Jair Bolsonaro vinha sendo pressionado a fazer um gesto de trégua a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem Weintraub chamou de “vagabundos” em reunião ministerial.

Bolsonaro aparece ao lado do ministro no vídeo com o anúncio da demissão, a exemplo do que fez com Regina Duarte. Weintraub foi o 10º a cair no atual governo.

“Eu estou saindo do MEC. Vou começar a transição agora e, nos próximos dias, eu passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo. Neste momento, não quero discutir os motivos da minha saída, não cabe. O importante é dizer que recebi o convite para ser diretor de um banco, já fui diretor de um banco no passado, volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial”, disse Weintraub, em vídeo publicado no YouTube.

Após a fala de Weintraub no vídeo, Bolsonaro diz que é “um momento difícil para todos”, mas afirmou que vai manter os compromissos de campanha. “É um momento difícil, todos os meus compromissos de campanha continuam de pé. A confiança você não compra, você adquire. Todos que estão assistindo são maiores de idade e sabem o que o Brasil está passando. O momento é de confiança, jamais deixaremos de lutar pela liberdade”, declarou.

Segundo o agora ex-ministro, ele deve assumir uma representação brasileira na diretoria do Banco Mundial, que fica sediado em Washington, nos Estados Unidos. O atual secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, nome ligado ao guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, é cotado para assumir seu lugar na pasta.

Na quarta-feira, Nadalim era dado como certo para substituir Weintraub. No entanto, houve grande pressão da ala militar para que ele não assumisse. Um dos que discorda do nome é o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência, principalmente pela ligação de Nadalim com Olavo de Carvalho.

Legado

Weintraub ficou 14 meses no cargo, período no qual acumulou desavenças com reitores, estudantes, parlamentares, chineses, judeus e, mais recentemente, ministros do Supremo. O argumento dos que defendiam a demissão era de que ele se tornou um gerador de crises desnecessárias justamente no momento em que o presidente, pressionado por pedidos de impeachment, inquérito e ações que podem levar à cassação do mandato, tenta diminuir a tensão na Praça dos Três Poderes.

A permanência no posto se tornou insustentável após Weintraub se reunir, no domingo (14), com manifestantes bolsonaristas e voltar a atacar ministros do Supremo. O grupo desrespeitou uma ordem do governo do Distrito Federal, que proibiu protestos na Esplanada dos Ministérios.

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