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Sobrevivida
Vitória de Carlos Eduardo asseguraria sobrevida às “oligarquias” no Estado
Embora Carlos Eduardo não reconheça, expectativa entre os aliados é de que sua chegada ao Governo do Estado possa levar para dentro da administração estadual indicados de familiares
Redação
24/10/2018 | 08:39

Integrantes das famílias Alves, Maia e Rosado e outros caciques da política potiguar que foram derrotados no primeiro turno da eleição no Rio Grande do Norte aguardam o desfecho do pleito na expectativa de ganhar o que seria um “último suspiro” na vida pública. Após reveses em 7 de outubro, os políticos contam com a eleição de Carlos Eduardo Alves (PDT) para o Governo do Estado para se sustentar mais quatro anos na política.

A lista dos ansiosos pelo resultado do próximo domingo, 28, quando haverá o segundo turno, é encabeçada pelos senadores Garibaldi Alves Filho (MDB), primo de Carlos Eduardo, e José Agripino Maia (DEM), líder de sua família no Estado. Sem mandato a partir de 2019 e com influência reduzida no governo federal, os dois contam com a chegada do ex-prefeito de Natal, aliado dos dois, à Governadoria para recuperarem prestígio.

Carlos Eduardo está no segundo turno para o Governo do Estado contra a senadora Fátima Bezerra (PT). As pesquisas apontam favoritismo para a petista, que já encerrou o primeiro turno na frente, com 46,17% dos votos válidos, ante 32,45% obtidos pelo adversário.

Seus aliados não tiveram êxito na eleição deste ano. Exceto o deputado Walter Alves (MDB), que conseguiu ser reeleito para a Câmara Federal, Garibaldi perdeu para o Senado; Agripino não conseguiu ser eleito deputado federal; e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB), preso preventivamente até o meio do ano, não concorreu a nenhum cargo. O deputado federal Felipe Maia (DEM) também não concorreu para dar lugar ao pai, Agripino, que não teve sucesso.

Embora Carlos Eduardo não reconheça oficialmente, a expectativa entre os aliados do pedetista é de que sua chegada ao Governo do Estado possa levar para dentro da administração estadual indicados de Agripino, Garibaldi e Henrique – que, sem mandato, teriam apenas órgãos do governo estadual para “comandar”.

Em 2017, ao ser empossado para o quarto mandato à frente da Prefeitura do Natal, Carlos Eduardo montou uma equipe de auxiliares levando em conta indicações dos três aliados. O secretário de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes, Carlson Gomes, por exemplo, foi indicação de José Agripino. Na gestão da ex-governadora Rosalba Ciarlini, ele já tinha sido indicado pelo senador para o Ipem.

O MDB de Garibaldi e Henrique, por sua vez, sugeriu a Carlos Eduardo – que acatou – os nomes de Fred Queiroz para a Secretaria de Obras, Cristiane Alecrim para o Turismo e Cláudio Porpino para a Urbana. Além disso, o partido indicou o vice-prefeito, Álvaro Dias, que assumiu definitivamente o cargo em abril, com a renúncia de Carlos Eduardo para disputar o Governo do Estado.

Ainda sob a égide de Carlos Eduardo estão as famílias Jácome e Rosado, que perderam mandatos na Câmara Federal (com Antônio Jácome, que perdeu a disputa do Senado, e Beto Rosado, que não conseguiu se reeleger) e na Assembleia Legislativa (com Jacó Jácome e Larissa Rosado, que não tiveram êxito na tentativa de reeleição).

Apoiador de Fátima Bezerra no segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, que disputou o Senado pelo PT, publicou um vídeo nas redes sociais em que denuncia a suposta “trama” dos Alves, Maia e Rosado.

“As oligarquias Alves, Maia e Rosado foram derrotadas nas urnas. Garibaldi Alves, José Agripino, Beto Rosado, Rogério Marinho e outros representantes da velha política perderão o emprego em 2019. Mas ainda existe uma maneira dessa (sic) turma voltar para o poder: a eleição de Carlos Eduardo Alves. Isso mesmo: se o ex-prefeito de Natal se eleger, voltam os Alves, voltam os Maia e os Rosado. Carlos Eduardo Alves na verdade é um combo. Quem o elege está levando para o governo os de sempre. Para isso, basta que Carlos Eduardo convide o sobrinho Walter Alves para uma secretaria. Tirando Walter da Câmara, assume o suplente Beto Rosado. E se ele [Carlos Eduardo] for mais generoso, convida Beto para assumir outra secretaria, e o eleitor ganha de brinde Agripino Maia de novo com foro privilegiado. E aí, vai correr o risco de trazer de volta a grande família? Pense nisso”, destacou o candidato a senador.

Questionada há uma semana sobre o assunto, a assessoria de Carlos Eduardo classificou a informação como uma “provocação”.

 

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