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Defesa

Rodovias devem ser recuperadas por quem as destrói, diz deputado do RN

Hermano lembrou que muitas das vias foram destruídas ou deterioradas com o transporte de estruturas eólicas, sem qualquer contrapartida das empresas
Redação
10/07/2025 | 05:00

O deputado estadual Hermano Morais (PV) fez uma defesa na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira 9: as empresas de energia eólica que utilizam carretas pesadas e intensificam os danos nas estradas também precisam ser responsabilizadas pela manutenção das vias que degradam.

“O investimento de R$ 650 milhões para recuperar 664 quilômetros de estradas é uma ação importante, que atende a uma cobrança recorrente desta Casa e da população. Mas é preciso que as empresas que lucram com a energia eólica participem da conservação dessas rodovias”, afirmou o parlamentar, reconhecendo o esforço do Governo do Estado na recuperação das rodovias do Rio Grande do Norte.

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Deputado estadual Hermano Morais (PV) em pronunciamento na Assembleia Legislativa do RN nesta quarta-feira 9. Foto: Eduardo Maia

Hermano lembrou que muitas das vias foram destruídas ou deterioradas com o transporte de estruturas eólicas, sem qualquer contrapartida das empresas. “Essas carretas pesadas trafegam todos os dias em todos os recantos do Estado, deixando ainda mais evidentes os estragos. O Governo precisa criar mecanismos para que essas empresas contribuam com a conservação do que utilizam diariamente”, disse.

O parlamentar também pontuou que o atual ciclo de investimentos em estradas, pelo governo estadual, soma-se a outros já realizados. Na primeira etapa, R$ 430 milhões foram investidos com apoio do Governo Federal, e agora o aporte de recursos próprios amplia a cobertura das obras, alcançando 60% da malha viária do Estado. “É uma resposta que beneficia o desenvolvimento econômico, o turismo e a segurança nas estradas”, declarou Hermano.

Apesar do reconhecimento, o deputado frisou que o investimento público precisa estar atrelado a uma política de corresponsabilidade com os setores econômicos que utilizam a infraestrutura estadual. “O desenvolvimento deve ser equilibrado. A indústria cresce, mas o Estado e o cidadão não podem arcar sozinhos com os prejuízos deixados por ela”, concluiu.

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