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ELEIÇÕES 2026

Policiais relatam dificuldades para pedir transferência temporária de voto no RN

O alerta foi feito nesta quinta-feira 13 pelo deputado estadual Coronel Azevedo (PL), durante sessão da Assembleia Legislativa
Agora RN
14/08/2026 | 06:30

Policiais militares escalados para trabalhar nas eleições de outubro estão encontrando dificuldades para solicitar a transferência temporária do local de votação no Rio Grande do Norte. O alerta foi feito nesta quinta-feira 13 pelo deputado estadual Coronel Azevedo (PL), durante sessão da Assembleia Legislativa. Segundo ele, divergências de orientação e excesso de burocracia podem impedir que integrantes das forças de segurança exerçam o direito ao voto.

A transferência temporária permite que policiais, bombeiros e outros agentes que estiverem trabalhando fora de seus locais habituais de votação sejam habilitados para votar em uma seção compatível com a escala de serviço. O procedimento está previsto na Resolução nº 23.751/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e precisa ser realizado até 20 de agosto.

Agentes de segurança podem votar fora do domicílio se estiverem em serviço
Agentes de segurança podem votar fora do domicílio se estiverem em serviço — Foto: José Aldenir/Agora RN

“Aqueles que garantem o exercício da democracia estão encontrando dificuldades para exercer seu próprio direito ao voto”, afirmou Azevedo. “Não é um favor, é um direito. O que vemos, no entanto, é uma corrida contra o tempo que pode privar nossos policiais de sua cidadania.”

A Polícia Militar publicou no Boletim Geral orientações para que os agentes interessados preencham um formulário, manifestem a vontade de votar em outra seção e obtenham a assinatura do comandante responsável. O problema, segundo Azevedo, está no encaminhamento da documentação e na falta de uniformidade entre as informações fornecidas pela corporação e pela Justiça Eleitoral.

“O policial tem que requerer, tem que declarar a vontade, tem que estar com um papel impresso assinado pelo seu comandante e tem que buscar uma seção eleitoral para entregar esse documento”, relatou. “Olha só que dificuldade para o policial exercer a sua cidadania. Ele tem a obrigação de garantir que todos votem, mas pode não votar porque o procedimento burocrático é difícil.”

Azevedo afirmou ter recebido relatos de militares que procuraram unidades da Justiça Eleitoral e foram informados de que o procedimento adotado estava em desacordo com as regras eleitorais. Segundo ele, o primeiro endereço eletrônico repassado aos policiais seria destinado ao voto em trânsito de eleitores civis, que possui regras diferentes da transferência temporária assegurada aos agentes de segurança em serviço.

O deputado propôs que o Comando-Geral da Polícia Militar procure imediatamente o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) para realizar uma reunião presencial, testar os formulários e definir um fluxo único para receber e encaminhar os pedidos. Ele também pediu que os comandantes divulguem as orientações entre os integrantes da corporação antes do encerramento do prazo.

“É preciso que o comandante adote providência urgente, procure se dirigir ao TRE, faça uma reunião presencial e sane isso”, defendeu. “Informem a tropa, testem os formulários, procurem saber se o planejamento está sendo executado e se deu certo, porque eu estou recebendo informação de que não está dando certo.”

Pelas regras eleitorais, o formulário deve conter dados como número do título, nome do eleitor, local de votação escolhido, indicação dos turnos em que pretende votar, manifestação de vontade e assinatura. Cabe às chefias e aos comandos encaminhar à Justiça Eleitoral a relação dos profissionais que estarão em serviço, acompanhada dos formulários e dos documentos exigidos.