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7 de Setembro

PM usa gás contra manifestantes perto da Paulista antes de ato de Flávio Bolsonaro

Grupo carregava cartazes contra Tarcísio de Freitas; governador havia convocado apoiadores para mobilização de 7 de Setembro
Agora RN
07/09/2026 | 13:47

A Polícia Militar usou gás contra um grupo identificado por policiais como de esquerda nos arredores da Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira 7, antes de um ato convocado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Os manifestantes carregavam cartazes com a frase “Fora, Tarcísio”, em referência ao governador paulista.

A intervenção ocorreu na rua Carlos Comenale, onde a PM bloqueou o acesso à Paulista. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a ação policial contra manifestantes de esquerda. Enquanto o grupo se afastava da fumaça, manifestantes de direita filmavam a cena e gritavam palavras de ordem em apoio à PM.

Montagem de imagens mostra viaturas da Polícia Militar, pessoas e fumaça em uma rua arborizada nos arredores da Avenida Paulista.
PM usou gás para dispersar manifestantes na rua Carlos Comenale, perto da Avenida Paulista, antes do ato de 7 de Setembro — Foto: Reprodução/X

Segundo relatos de policiais, um grupo de esquerda tentou entrar na avenida. Por volta das 13h30, a situação estava controlada.com a presença da Cavalaria da PM.

Tarcísio convocou apoiadores para a Paulista

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, havia divulgado um vídeo nas redes sociais chamando apoiadores para o ato de 7 de Setembro. Sua presença estava prevista para as 15h.

Na convocação, o governador defendeu uma mobilização com as cores verde e amarela e apresentou o evento como uma celebração da direita e da família.

Além de Flávio e Tarcísio, a programação previa a participação de Guilherme Derrite (PP), Gustavo Gayer (PL) e André do Prado (PL), candidatos ao Senado. Os deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Julia Zanatta (PL), que disputam a reeleição, também eram esperados.

Michelle cancelou participação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro havia confirmado presença, mas cancelou a agenda. Ela justificou a ausência pela necessidade de cuidar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A convocação para as manifestações do feriado também mobilizou lideranças em outros estados. No Rio Grande do Norte, o senador Rogério Marinho chamou apoiadores para um ato em Natal contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes.