A deputada estadual eleita de São Paulo Eduarda Campopiano (PL) foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por transfobia e violência política de gênero contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL). A representação foi apresentada na segunda-feira 5 pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP.
A denúncia teve como base uma publicação feita por Campopiano nas redes sociais após o resultado das eleições de domingo 4. Na postagem, a deputada eleita se referiu a Erika Hilton como “homem biológico” e questionou como seria para a parlamentar saber que “um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo”.

Segundo a representação apresentada por Sofia Favero, a publicação pode configurar crimes de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero. O documento sustenta que a manifestação foi direcionada à identidade de gênero de Erika Hilton, que exerce mandato eletivo.
Sofia Favero pediu ao MPSP a abertura de investigação e a adoção das medidas cabíveis para apurar a conduta de Eduarda Campopiano. Até a publicação, não havia manifestação de Campopiano sobre a representação.
Nas eleições de 2026, Eduarda Campopiano foi a deputada estadual mais votada de São Paulo, com 1.956.238 votos. Erika Hilton foi reeleita deputada federal pelo estado com 1.596.472 votos, ficando em segundo lugar entre os candidatos à Câmara dos Deputados, atrás de Lucas Pavanato (PL).
Campopiano tem 23 anos, é natural de Campinas e ganhou projeção nas redes sociais a partir de 2021, quando passou a publicar conteúdos relacionados à política. Filiada ao PL, foi eleita vereadora de Praia Grande em 2024, com 3.589 votos, e também atuou como comentarista do programa Linha de Frente, da Jovem Pan, em 2023.