BUSCAR
BUSCAR
Congresso

CCJ conclui votação da PEC da Segurança Pública e envia proposta ao plenário do Senado

Comissão encerra análise de emendas nesta quarta-feira 14; texto prevê integração das polícias, regras para facções e possibilidade de polícias municipais
Agora RN
14/10/2026 | 12:31

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu nesta quarta-feira 14, em Brasília, a análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto segue para o plenário após o encerramento da votação de mudanças que permaneciam pendentes na comissão.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), declarou prejudicados os destaques de três emendas diante da ausência dos autores. O texto-base da PEC 18/2025 havia sido aprovado em setembro, mas essas votações ainda precisavam ser resolvidas.

Senador Rogério Carvalho fala durante pronunciamento à bancada do Senado
O senador Rogério Carvalho, relator da PEC da Segurança Pública, durante pronunciamento no Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Segundo informações da Agência Senado, Otto afirmou que conversou com o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre iniciar a discussão após a votação da proposta que encerra a escala de trabalho 6×1. A possibilidade mencionada é de começar a análise nesta quinta-feira 15, sem decisão de aprovação antecipada.

A PEC reorganiza competências e estabelece mecanismos de cooperação entre União, estados e municípios. Prevê forças-tarefa, intercâmbio de informações e inclusão do Sistema Único de Segurança Pública na Constituição.

Leia mais

Samanda defende diálogo no Senado sem abrir mão de posições políticas

MP Eleitoral investiga 133 denúncias sobre as eleições no RN

Senado prevê votar proposta do fim da escala 6×1 nesta quarta-feira

O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), acolheu total ou parcialmente quatro das 81 emendas apresentadas. A versão retira a destinação de recursos das apostas para fundos de segurança, mas mantém 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal para o setor.

Para líderes e integrantes de facções, milícias e organizações paramilitares, o texto propõe regras penais conforme a posição ocupada no grupo. Entre as medidas estão prisão em unidade de segurança máxima, restrições a benefícios e confisco de bens ligados ao crime.

A proposta também admite polícias municipais civis para atuação ostensiva e comunitária, condicionadas a formação, capacidade financeira e controle externo do Ministério Público. A coexistência de guarda e polícia municipais com funções sobrepostas fica vedada.

Outra mudança amplia o campo de atuação da Polícia Rodoviária Federal para ferrovias e hidrovias federais. O texto ainda estabelece proteção a vítimas e denunciantes e reorganiza as atribuições da polícia penal.

A votação em plenário exige dois turnos e pelo menos 49 votos favoráveis em cada um. Um calendário especial pode reduzir os intervalos da tramitação, desde que aprovado pelos senadores.