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Política

Lula promete apoio para o agro e até para fazendeiros que fizeram Pix para ‘vagabundagem’ de Bolsonaro

Presidente Lula anuncia o terceiro maior Plano Safra da história e garante crédito a agricultores independentemente de apoio político a Bolsonaro, durante evento no Tocantins.
Redação
27/06/2025 | 14:37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez gestos aos agricultores nesta sexta-feira 27 durante um evento no Tocantins. O petista disse que o governo vai garantir crédito ao agro, independente do apoio de produtores rurais ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Afirmou, ainda, que fará “o terceiro maior Plano Safra da História”, dizendo que primeiro bateu recorde em 2023, depois em 2024 e indicou que novamente baterá o recorde em 2025.

“Não vou perguntar para quem o fazendeiro votou. Não me interessa. Não quero saber se ele é um fazendeiro que faz Pix para ajudar o Bolsonaro na vagabundagem dele. O que quero saber é se ele está produzindo para o País. Se ele estiver ajudando o País, vai ter crédito. Nós devemos muito à agricultura brasileira”, declarou, durante ato em Araguatins (TO).

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Lula afirma que agricultores que contribuem para a produção do país terão acesso ao crédito, independentemente do apoio político ao ex-presidente Bolsonaro. - Foto: Reprodução

Na próxima semana, o governo irá lançar o Plano Safra e o chamado Safrinha, voltado para a agricultura familiar. O presidente prometeu recorde de investimento pelo terceiro ano seguido. No ano passado, promoveu a liberação de R$ 475,56 bilhões para os produtores rurais, 9,1% acima dos R$ 435,8 bilhões de 2023.

Agro e Bolsonaro

Investigações apontam que empresários do agronegócio foram grandes financiadores de eventos golpistas durante a gestão Bolsonaro. A informação está em um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) revelado na CPI do 8 de Janeiro. Segundo o documento, lideranças do agro doaram mais de R$ 100 mil à campanha do ex-presidente e bancaram atos como o do 7 de Setembro de 2021, em que parte do público pedia intervenção militar para manter Bolsonaro no poder.