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Eleições 2026

Lula minimiza pesquisas e diz não ver “como não ganhar” as eleições

Presidente afirmou que ações de seu terceiro mandato serão suficientes para vencer e atribuiu o avanço da direita à política movida por ódio e mentira
Agora RN
16/09/2026 | 13:43

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não vê “como não ganhar” as eleições deste ano e minimizou os resultados recentes das pesquisas eleitorais. A declaração foi dada durante participação no podcast Desce a Letra.

Ao ser questionado sobre o crescimento do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em levantamentos divulgados nas últimas semanas, Lula disse que não é movido por pesquisas. O presidente atribuiu o cenário à dinâmica atual da política, marcada, segundo ele, pelo fortalecimento de grupos de extrema direita.

Presidente Lula durante participação no podcast Desce a Letra Show, no Palácio da Alvorada
Lula durante participação no podcast Desce a Letra Show, no Palácio da Alvorada, em Brasília — Foto: Ricardo Stuckert

“Antes você fazia uma campanha disputando com outros partidos, era outra coisa, era outro nível na política. A política tinha rivalidade, mas não tinha o ódio. Hoje a política tem o ódio, a mentira, a disseminação. Hoje você sabe que a mentira voa e a verdade engatinha”, afirmou.

Lula sustentou que as ações de seu terceiro mandato devem garantir uma vitória na disputa presidencial. “A mentira tem perna curta, se a gente construir a narrativa correta, a gente vai ganhar deles. Hoje eu não vejo como não ganhar essas eleições. Por tudo que a gente fez, eu tenho certeza que a gente vai ganhar as eleições”, declarou.

Na entrevista, o presidente reconheceu que o custo de vida segue alto, mas citou indicadores econômicos do governo. “Eu sei que o custo de vida tá caro, mas temos a menor inflação acumulada em quatro anos, temos o aumento do salário mínimo real todo ano, a maior quantidade de emprego; ainda assim, o custo de vida está caro”, disse.

Em pesquisa Quaest divulgada no domingo 14, Flávio apareceu numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno, com 42% a 40%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o levantamento indicou empate técnico entre os dois.