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Política Externa

[VÍDEO] “Trump sabe que ‘rei morto, é rei posto’, e que Bolsonaro ficou no passado”, diz Lula

Presidente diz ter explicado a Trump a gravidade do plano de golpe e reforçou que julgamento de Bolsonaro no STF teve provas “contundentes”
Redação
27/10/2025 | 09:04

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira 27, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entende que “rei morto, é rei posto” e que Jair Bolsonaro (PL) “faz parte do passado da política brasileira”.

Durante conversa com jornalistas, Lula relatou que, no encontro com Trump, destacou a seriedade do julgamento do ex-presidente brasileiro no Supremo Tribunal Federal (STF), no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Entrevista Coletiva concedida à Imprensa brasileira e inteRio Grande do Norteacional em Kuala Lampur, Malásia. Fotos: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Entrevista Coletiva concedida à Imprensa brasileira e internacional em Kuala Lampur, Malásia Foto: Ricardo Stuckert / PR

“Expliquei que o julgamento foi conduzido com rigor e transparência, com provas muito contundentes. Não houve espaço para alegações infundadas da oposição”, afirmou o petista.

Lula também disse ter ressaltado ao norte-americano a gravidade do plano golpista, mencionando ameaças que teriam sido dirigidas a ele, ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

“O Bolsonaro faz parte do passado da política brasileira. Converso com tom político, de interesse do meu país, e não pessoal”, acrescentou Lula, sinalizando que pretende manter o diálogo com Trump em fóruns internacionais, como a Conferência do Clima (COP).

Além da pauta política, o encontro abordou temas econômicos. Segundo o presidente, as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos têm potencial de expansão.

“Os Estados Unidos não têm débito com o Brasil. Dentro do G20, apenas três países têm relações comerciais significativas com eles: Brasil, Reino Unido e Austrália. Isso é a base para retomarmos negociações”, declarou.