O deputado estadual José Dias (PL) afirmou, nesta quarta-feira 29, durante sessão na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que o eleitor tem responsabilidade pelo cenário político atual do País e defendeu que a população “corrija” suas escolhas nas próximas eleições.
José Dias citou o que classificou como uma “notícia boa”, ao mencionar que, segundo ele, jovens estariam se afastando do atual presidente da República, Lula (PT). “Os jornais e a mídia social têm enfatizado que os jovens estão abandonando o atual presidente da República. Essa é uma notícia espetacular”, declarou. Em seguida, ampliou a crítica: “Nós pedimos a Deus para os velhos também criarem juízo e agirem da mesma forma”.

José Dias fez um apelo ao eleitorado para uma mudança de comportamento nas urnas. “Vamos reagir e vamos votar corretamente este ano”, afirmou. O deputado também voltou a criticar o Governo do Estado em relação ao pagamento de emendas impositivas, afirmando que não houve liberação de recursos referentes ao final de abril. “As emendas que tratamos no final de abril não foi liberado um centavo”, disse.
Segundo ele, especialmente as emendas destinadas à saúde deveriam ter liberação automática, por serem “fundo a fundo”. “Saúde. É uma liberação automática sem maiores delongas. E isso não foi feito ainda um centavo”, completou.
O parlamentar afirmou ainda que, no seu caso, há decisão judicial transitada em julgado determinando o pagamento de emendas desde 2024, com novo processo em andamento em 2025. “O Tribunal mandou pagar, foi dado um prazo da decisão final e esse prazo já se venceu”, declarou. Diante disso, disse que irá buscar a execução forçada. “Nós vamos continuar na luta pedindo agora a execução forçada, porque o governo não respeita sequer uma decisão judicial”, afirmou.
Ao ampliar a crítica, José Dias associou a situação ao comportamento do eleitorado. “Eu responsabilizo, foi o voto do eleitor que botou no cargo tanto o presidente como a governadora [Fátima Bezerra]”, disse. Para ele, a população não apenas tem o direito, mas também o dever de avaliar suas decisões. “O eleitor tem o direito sagrado de cobrar do político”, afirmou, ressaltando que também deve ser cobrado pelas escolhas feitas.
O deputado argumentou que, em uma democracia, o voto é o instrumento máximo de poder. “Numa democracia, o soberano é o eleitor. E nós, se quisermos viver em uma democracia, temos que reconhecer que a única medida soberana é aquela que é a mando do povo, que é o seu voto”, declarou.
Durante o discurso, o parlamentar também fez referências a períodos do País, afirmando já ter vivido momentos conturbados e comparando o cenário atual a esses períodos. “Na minha idade, eu já tive a oportunidade de viver períodos conturbados. Esse atual é um dos piores que eu já vivi”, disse. Em outro momento, criticou a situação política nacional ao comentar decisões judiciais envolvendo o presidente da República. “Um homem que passou 500 e quase 600 dias na cadeia, condenado por todas as instâncias foi descondenado”, afirmou.