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Tarifaço

Governo finaliza ajustes em plano emergencial contra tarifa de 50% imposta pelos EUA

Pacote emergencial deve ser divulgado ainda nesta semana
Redação
12/08/2025 | 07:25

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está finalizando o plano de contingência para enfrentar o aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, medida anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O pacote emergencial deve ser divulgado ainda nesta semana, possivelmente nesta terça-feira (12), dependendo da conclusão da revisão da medida provisória (MP) que formalizará as ações.

Após reunião de duas horas no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (11), a equipe de Lula analisou ponto a ponto da proposta, com foco exclusivo no impacto comercial da decisão norte-americana. A medida é tratada como prioridade máxima pelo governo.

goveRio Grande do Norteo Lula admite possibilidade de 4º mandato, mas diz que só concorre se estiver com “100% de saúde” - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Principais medidas previstas
De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a MP terá três eixos:

  • linhas de crédito para empresas afetadas;
  • reforma do Fundo de Garantia à Exportação (FGE);
  • autorização para compras governamentais de produtos perecíveis.

Segundo Haddad, o texto dará flexibilidade para atender diferentes perfis de empresas e não comprometerá a meta fiscal de déficit zero para 2025. O valor total destinado ao plano não foi divulgado. A proposta também inclui mudanças estruturais no FGE, modernizando crédito e seguro para empresas exportadoras.

Impacto das tarifas
O governo estima que 36% das exportações brasileiras aos EUA serão atingidas pela nova taxa de 50%, que combina uma tarifa já existente de 10% com mais 40% adicionais. A sobretaxa entrou em vigor em 6 de agosto, mas cerca de 700 produtos, como suco de laranja, aeronaves, castanhas, petróleo e minério de ferro, ficaram isentos do aumento extra, mantendo apenas a taxa de 10%.

Em 2024, o Brasil exportou US$ 40,4 bilhões para os EUA e importou US$ 40,6 bilhões, registrando déficit de US$ 200 milhões. Para o governo brasileiro, o aumento é desproporcional, já que a balança comercial favorece os norte-americanos.