O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a entrar em confronto público com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após uma sequência de provocações com o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), nesta sexta-feira 24.
A discussão começou nas redes sociais, após Jair Renan responder a uma publicação do influenciador bolsonarista Junior Japa, que comentava um vídeo de Nikolas usando camiseta branca — diferente do habitual preto. Em reação, o deputado afirmou: “Vou mandar emenda também para internar vocês num hospício”.

Na sequência, Jair Renan respondeu com a expressão “Galvão? Sentiu”, em referência a um meme popular. O embate escalou quando Nikolas rebateu dizendo que, somadas, as capacidades cognitivas dos envolvidos “não alcançam a de uma toupeira cega”.

O episódio gerou repercussão dentro do próprio grupo político e levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) a se manifestar. Sem citar diretamente os envolvidos, ele reconheceu um ambiente de “provocações e cobranças” e pediu moderação entre aliados.
“Apoio não se impõe, conquista-se”, escreveu Flávio, em uma tentativa de conter o desgaste público.
Nikolas respondeu ao senador afirmando que ele e outros aliados têm sido alvo de ataques internos, o que, segundo o deputado, estaria “minando a própria base” construída por Jair Bolsonaro. Ele também criticou o nível das discussões, citando conflitos até por “cor de camisa”.
Apesar das críticas, o parlamentar reafirmou apoio à pré-candidatura de Flávio, mas alertou que a continuidade de ataques “injustos e mentirosos” pode levar ao afastamento de apoiadores.
O episódio se soma a outros atritos recentes dentro da direita. No início de abril, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, precisou intervir em uma crise envolvendo Nikolas e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Nos bastidores, aliados apontam que a sequência de conflitos está ligada a disputas por protagonismo político e influência, especialmente no ambiente digital. Em episódios anteriores, divergências também envolveram Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), indicando um cenário de fragmentação interna no campo da direita.