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Nos Estados Unidos

Ativistas espalham cartaz de Flávio Bolsonaro como “procurado” nos Estados Unidos

Cartazes com a foto do senador listam acusações de golpe, lavagem e corrupção e dizem que Trump ajudou na fuga; Flávio não é foragido e responde a dois inquéritos no STF
Agora RN
02/11/2026 | 12:06

Ativistas de esquerda espalharam nos Estados Unidos cartazes de “procurado” com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Lula no segundo turno e que deixou o Brasil na terça-feira 27, um dia depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) mandar apreender seus passaportes. As imagens foram divulgadas nas redes sociais nesta segunda-feira 2.

No texto dos cartazes, os ativistas afirmam que Flávio é acusado de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, desvio de verbas públicas e crimes contra o Estado Democrático de Direito. Os cartazes também dizem que o presidente Donald Trump tentou interferir na eleição brasileira e ajudou na fuga do senador.

Flávio Bolsonaro fala com jornalistas em Brasília após a derrota no segundo turno
Flávio Bolsonaro fala com jornalistas após a derrota no segundo turno, em Brasília, em 25 de outubro — Joédson Alves/Agência Brasil

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Apesar do cartaz, Flávio não é considerado procurado nem foragido: não há mandado de prisão contra ele. O senador responde a dois inquéritos no STF. Um, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, apura suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, ao lado do advogado Willer Tomaz; o outro investiga o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades e diz ser alvo de perseguição política.

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O governo americano nega participação direta na saída dele do Brasil. No sábado 31, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos não tiveram envolvimento na fuga, embora Trump tenha autorizado a entrada do senador no país e dito que ele pode ficar “o tempo que quiser”. Antes do segundo turno, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que representantes do governo Trump “tomaram parte” na eleição brasileira.

Flávio está na Flórida. No domingo 1º, ele participou de um culto na igreja Celeiro, em Fort Lauderdale, com a mulher, Fernanda, o irmão Eduardo Bolsonaro e a cunhada Heloísa, segundo publicações da própria igreja. Em carta divulgada na quarta-feira 28, o senador se declarou “líder do Brasil”; uma versão anterior do texto o chamava de “verdadeiro presidente eleito”, trocada uma hora depois.

A Polícia Federal investiga as circunstâncias da saída do país, inclusive a hipótese de que ele tenha usado um jatinho ligado a Willer Tomaz até a Argentina antes de voar para Miami.

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